Zona de Conforto
Sair da zona de conforto, o que seria isso? Só percebemos quando acontece naquele instante em que o planejamento dos meses que virão não faz mais sentido. Naquele momento em que o livro que você estava lendo está com o marcador na página dez tem dez dias, o sono não é mais o mesmo…
Nada faz sentido. Você olha em volta e as coisas parecem automáticas, programadas, sem lógica.
Aquela redoma que havia em volta de um mundo criado por você não existe mais.
Você tinha cada passo seu cronometrado, sabia o que faria todos os dias antes de dormir: tomar aquele chá, ligar para família e terminar o livro do mês.
Os programas do final de semana aquela coisa: mesmo local, mesmo horário, mesmos amigos, mesmo papo. Tudo o mesmo do mesmo. Era seguro, confortável, era a sua zona de conforto.
E olha… Estava tudo perfeito. Você estava feliz assim.
Só que de repente… Ah, a vida, o destino, ou simplesmente um sorriso. Algo, do nada, acaba com sua zona de conforto. O conforto, agora é, namorar no sofá e depois dormir bem sem ter hora para acordar, sem lembrar o chá, e do livro.
Eu sei que no caminho posso me arrepender de ter deixado uma brecha para essa bagunça. Sim, com certeza deixei, se não jamais isso aconteceria, e acho que a ideia é essa mesmo, não é?! Deixar uma brecha na zona de conforto para de vez em quando a bagunça entrar.
Então sair da zona de conforto é isso? Ter tudo menos programado, menos lógico, menos racional. É mais orgânico, ilógico, louco?
Então… Deixe-me sair!











Pular fora da tal “zona de conforto” é a melhor coisa deste mundo!