Prazer em ser…

Diferente de você. Esse pensamento surgiu como algo novo para mim, mas depois me lembrei que era o nome de uma comunidade do Orkut. Pois bem, parece bobagem, porém resume muito bem um jogo muito vasto de sentimentos e reflexões que tive.
Nós mulheres, competidoras por natureza, vivemos nos comparando com tudo e todas. Qual é o cabelo mais bonito, qual é o namorado mais amoroso, qual é a cintura mais fina, enfim, nós estamos sempre de olho na grama do vizinho.
Este comportamento/distúrbio feminino provavelmente está intimamente ligado a um fator também muito recorrente entre as representantes deste sexo: insegurança. Não estou jogando as mulheres num grande balaio e dando para todas o mesmo rótulo. Há incríveis auto-estimas altas femininas no mercado, mas que a grande maioria é insegura isso eu acho que posso garantir.
Você acha que aquela mulher linda, casada com o homem mais poderoso e amável, com o melhor emprego, filhos incrivelmente fabulosos, casa dos sonhos e todas as outras maravilhas que uma mulher possa querer para si, não dá uma espiadinha pro invejável jardim alheio?
Pois bem… O bom e a moral dessa história toda é que às vezes você olha uma vez e acha o gramado verdíssimo. Dá vontade de cortar os pulsos com tanta verdissidade. E aquele brilho? Tão vistoso e bem aparado! Jamais o meu será assim… Ok. Duas olhadas. Três olhadas. Uma beeela analisada e pã: o jardim é uma farsa!
Do que adianta incríveis sorrisos brancos e corpos esguios vazios? Você pode até se divertir bastante, mas e quanto ao resto? Consegue levar isso a diante? Um almoço eu já imagino que seja torturante.
E quando eu tive este pensamento outro veio em seguida: os problemas externos têm solução, mas e os internos? Bem… Acho que não.









