jun 1, 2007
Jeniffer Santos

Longe do Portão de Casa.[Parte III ]

Estar em Salvador era um sonho, apesar de ser apenas 1h30 da minha cidade natal, era raro vir à cidade de todos os santos. Estava feliz. Com muito esforço, acabei indo para uma das melhores faculdades. O problema era agora encontrar um lugar. Tinha vários amigos que moravam na cidade, e até mesmo parentes. Mas morar em casa de família, onde já existe uma rotina é complicado, ainda mais para mim, acostumada com uma vida louca,onde fazia o que queria na hora que queria,sendo a minha única certeza a hora de ir para a faculdade.
De inicio iria dividir apartamento, com uma tia que aguardava o resultado da UFBA, e uma prima que já morava na cidade. Acabou que minha primeira moradia, foi na casa da filha de uma amiga de minha mãe. Uma menina que nem conhecia, mas que graças a Deus era muito gente boa. Morei com ela mais ou menos duas semanas. Era raro varrermos a casa, ela vivia ocupada com a monografia do mestrado e eu com a televisão. O almoço ela que fazia, teve um dia que almoçamos cachorro-quente, foi muito engraçado.
Fazer compras era um saco, a fila imensa, conseguir gastar 70 reais, só em bolachas, doces, matérias para higiene pessoal, pouquíssima coisa. Arrumei um namoradinho logo na primeira semana da faculdade, e ele foi uma pessoa que me ajudou a acostumar com a nova cidade, ele uma amiga de Alagoinhas que mora em Salvador e a mãe dela. Receber os telefonemas do meu namoradinho supria a necessidade de carinho, afeto que eu tinha que com certeza não era igual a da minha família, mas era muita coisa. Estar com essa minha amiga, me lembrava Alagoinhas, ficávamos horas relembrando e resenhando sobre os tempos de colégio e cursinho, e olhando a vida dos outros no orkut.
E assim fui me acostumando. Minha mãe estava à procura de um lugar para mim. Encontramos um apartamento perto da casa dessa amiga, esse apartamento ia ser dividido para mim, minha tia e minha prima, mas infelizmente nossos planos foram por água abaixo. Esperar o grande dia, em que estaríamos juntas, também estava me ajudando a me acostumar com a cidade nova, elas trariam para mim, um pedacinho da minha família.
Acabou que minha mãe alugou um apartamento com três quartos, uma sala enorme, um banheiro e cozinha, rodeado de varanda para mim, apenas uma pessoa.
Dois quartos ficaram vazios, em um dos quartos que disse logo que era meu, havia duas janelas, sempre quis quarto com janela, colocamos uma cama e um guarda-roupa de solteiro. Na sala havia uma mesinha de centro, e um colchão de casal, que a locatária havia deixado no apartamento, para se quiséssemos usar, o único cômodo completo era a cozinha, armários, geladeira, fogão, liquidificador, e algumas coisas básicas de cozinha, tudo isso porque eu não ia receber uma marmita na porta do quarto, eu ia cozinhar para mim.
Em 15 e 15 dias, eu viajaria para Alagoinhas, traria feijão cozido, a famosa galinha com cuminho e corante de minha avó, e só precisaria cozinhar arroz ou macarrão. Que desastre, cozinhava, e era ruim. Só uma vez conseguir, fazer um macarrão bom, também coloquei, catchup, maionese, orégano, queijo ralado, tanta coisa, que ou ia ficar bom, ou ia me dar uma dor de barriga daquelas, e ficou uma delicia,não me agüentei de felicidade,tive que enviar uma mensagem para minha tia a cozinheira oficial da família,falando dessa minha conquista.
Já não agüentava mais comer macarrão, que lá no fundo eu ainda achava que ele estava um pouco cru, pois conheço bem o gosto de um macarrão cru, comia muitos quando era criança.E resolvi fazer arroz,mas temperado é claro,para sair mais gostoso,na verdade seguir a receita que tinha atrás da embalagem do arroz,ficou bom,até o meio da panela,porque o resto tava preto.Colocava a galinha para assar,e saia correndo da cozinha,tenho medo de óleo quente,mas nunca queimei nenhum pedaço da galinha,mais outra conquista.
Não sei porque o forno do fogão nunca funcionou aqui,e só vim descobri isso quando uma tia minha,veio passar uma semana comigo,e olhe que já tinha quase um mês,dando uma de cozinheira. Minha tia foi embora e eu nem me importei de chamar alguém para consertar o forno.Minha avó havia mandando umas pizzas para mim,mas como não tinha forno e estava morrendo de vontade de come-las,eu simplesmente fritei as pizzas.Peguei a assadeira,coloquei elas em cima,nem passei óleo,porque também já seria loucura demais,virava elas como se estivesse assando frango ou carne.Ficou uma delicia,coloquei um monte de catchup e maionese em cima.
Nunca lavei o banheiro do meu apartamento até hoje, só passei pano na casa uma vez, por causa da poeira que era demais. Varrer?Uma vez por semana. Lavar roupa?Na primeira visita de minha mãe aqui no apartamento, ela teve que lavar todas as minhas roupas.Jamais me interessei por assuntos domésticos, sempre tive tudo na mão, e a preguiça não me deixava aprender nada. Essa historia de morar sozinho, é loucura, ter que aprender isso tudo da noite para o dia, o bom é que você pode fazer tudo na hora que quiser, e como quiser.

jun 1, 2007
Jeniffer Santos

Longe do Portão de Casa.[Parte II ]

A base da família, estava quebrando-se, muitos jovens no Brasil, passam por isso, como muitas cidades do interior, ainda não possui boas faculdades, boas oportunidades de emprego, resta apenas, se quisermos um futuro diferente, ir para a cidade grande.
A primeira experiência que tive, em morar sozinha foi na cidade de Feira de Santana, fazia faculdade a noite, viajava todo dia, de Alagoinhas para Feira de Santana, mas após ser assaltada em frente à faculdade,quando esperava o ônibus,tomamos a decisão de que eu precisava ir morar em Feira de Santana.
Uma menina que nunca havia dormido na casa de alguém, agora tinha que ir morar sozinha numa cidade nova, maior que a minha. Saímos à procura de um local, encontramos um pensionato familiar, quarto individual com banheiro, para mim tinha que ser individual, não passava de jeito nenhum pela minha cabeça a idéia de dividir algo com alguém, queria o meu espaço, como sempre tive.
Em menos de uma semana me mudei. Quando entrei no quarto que conseguia ser menor que o meu de Alagoinhas, mesmo tendo banheiro. Sentir um vazio tão grande tinha uma cama, TV, som, guarda-roupa, uma banquinha com cadeira, não havia espaço nem para colocar o meu computador. Como não sabia cozinhar, minha mãe encomendou marmita, que era entregue na porta do meu quarto todo dia ao meio-dia, mas que eu só comia, lá para duas da tarde.
Minha rotina era, vou começar, de onde realmente começava o meu dia, as 18 h ,quando ia tomar banho para ir a faculdade,ia a pé, o pensionato era perto da faculdade, mas passava por cada lugar,que eu tinha que ir rezando,ainda mais pela fama de violenta que Feira de Santana possui.Tomava todos os dias café na faculdade,eram as únicas vezes no dia que me alimentava direito,quando comia a marmita e a noite na faculdade.Retornava para casa 22h30,torcia para arrumar carona,ou saia mais cedo da aula para pegar o aviário de 22h20,pois depois disso era meio complicado,e se não tivesse nenhum dos dois,ia a pé mesmo com amigos.
Chegava a casa, ligava a tv. Assistia filme ou algum programa, acabei gostando de Jô Soares e não conseguia realmente ir para cama sem ele,assistia também as edições repetidas do Jornal do SBT,logo em seguida os seriados que passam na madrugada e filme em algum canal,qual fosse o melhor.Li seis livros de Sidney Sheldom em menos um mês,e alguns de Paulo Coelho,entre outros,foi a época que mais li livros até hoje.Gastava uma bateria do pen-driver em três dias,escutando musicas e rádios,para passar a noite que era longa,já que ia dormir quando o sol já estava nascendo.Um dia vi o sol nascer pela janelinha do banheiro.Haviam noites em que eu chorava,sentindo falta de toda a agitação da minha família,de poder pedir a benção a minha mãe,mas estar ali onde eu estava implicava em alcançar um sonho,então sofria calada,agüentava tudo aquilo.
A hora do almoço era esquisita, aquela mesa enorme que havia na casa de minha avó tinha tornado-se para mim, a cama ou a mesinha, a companhia era a TV.Estudava,quando estava afim,não tinha ânimo nenhum para sair de casa, e para estudar. Estava branca, pois passei tempos sem saber o que era sol. Não sei como passei no semestre, pois realmente não tinha paciência para estudar, meu ânimo havia acabado totalmente, faltava algo para me motivar e eu já sabia o que era. Toda vez que escrevia um texto, minha editora-chefa era minha mãe, ela lia, me ajudava, me incentivava. E naquele momento não tinha mais nada disso. Contava as horas para chegar o final de semana e poder voltar para casa, ficar perto de quem me ama. E poder cantar aquela música dos Titãs: “Eu cheguei em frente ao portão,meu cachorro me sorriu latindo.Minhas malas coloquei no chão.Eu Voltei… Quando vi dois braços abertos,me abraçaram como antigamente,tanto quis dizer e não falei, e chorei. Eu voltei, agora pra ficar, por que aqui, aqui é meu lugar…”
Queria viajar 23 h mesmo de ônibus, não importava a hora que eu ia chegar em casa,só queria chegar em casa,abraçar minha mãe,dormir na minha cama,e acordar já com minha avó gritando o meu primo pela rua.
E essa minha vontade, rendeu muitas brigas com minha mãe, ela preocupada com essas viagens, não queria me deixar voltar no ônibus à noite. Eu acreditava que ela não compreendia a falta que sentia de todos, e ela acreditava que eu não compreendia que era perigoso, e que ela ficaria preocupada. Essa é a intensa relação Pais e Filhos.
Quantas vezes menti, dizendo que não havia aula, na sexta-feira, para poder voltar para casa logo na quinta. Quer dizer não cheguei a mentir totalmente, aula mesmo não tinha na faculdade, e eu ainda dava um jeito de filar, pegar o assunto depois e ainda passar tranquilamente.
Estava cansada daquilo tudo, apesar de ter amigos na faculdade, não sentia vontade de ficar um final de semana naquela cidade, queria ir embora. Na verdade, queria voltar para minha casa e detalhe, para sempre.
Então um dia eu decidi que ia acabar com aquilo tudo. Pensei em me matar uma vez, foi loucura, peguei uma faca de serra, aquela pequena que corta pão, e passei pelo meu punho, queria cortar, queria ver sangue,mas nada disso aconteceu,não tinha forças o suficiente,não tinha coragem para fazer aquilo,porque eu uma menina que tanto amava a família,ia se matar,para que?Por quê?Não sabia, mas era o que eu queria. E graças a alguma força superior, nada disso aconteceu. Acabei com aquilo tudo de outra maneira,falei para minha mãe,que não estava feliz,pois apesar desses problemas,a faculdade também não era das melhores,já não tinha animo para estudar,e não havia incentivo para seguir em frente por parte da faculdade.
Os adolescentes têm medo de conversar com os pais, muitas vezes é porque os próprios pais não abrem espaço para o dialogo em casa, mas a base para um bom relacionamento é o dialogo, principalmente entre pais e filhos, pessoas de gerações diferentes, com pensamento diferente, precisam conversar se entender, e cada um mostrar seu lado, para que se chegue a um consenso e todos os lados saiam ganhando.
Resolvemos que ia sair de Feira de Santana, começamos uma busca das faculdades em Salvador, eu estava resolvendo um dos problemas, que era a faculdade, mas ainda não ia ter minha família perto de mim. Mas acreditava que se pelo menos alguma das duas coisas funcionassem, eu poderia agüentar até o fim.
Foi então que eu sair de casa novamente.
mai 31, 2007
Jeniffer Santos

Longe do Portão de Casa.[Parte I ]

No dia 8 de julho de 1988, as 00h50, no Hospital Geral Dantas Bião, na cidade de Alagoinhas, nascia uma menina, primeira filha, esperada por toda a família. O primeiro pensamento da mãe foi: “quero que você nunca saia dos meus braços”.
Mas como dizem os mais velhos, filho não é para pai, nem mãe, filho é para o mundo.
Muitos jovens saem da sua cidade no interior, para os grandes centros urbanos, a fim de trabalhar e estudar abandona seu lar e suas famílias, para viver sozinho ou com amigos em um mundo desconhecido. Há lados positivos e negativos neste êxodo, os jovens amadurecem mais cedo, pois são obrigados a ter responsabilidade, mas também muitas famílias acabam desestruturadas.
Lembro que meus pais nunca me deixavam dormir na casa de coleguinhas. Eles sempre precisavam viajar para trabalhar, e eu preferia dormir na minha casa, na minha cama, no meu quarto. Almoçava todos os dias, com minha avó, aquele arroz com feijão, um frango com cuminho e corante que só ela sabe fazer, o suco de maracujá aguado de minha tia, as perturbações do meu primo, meu cachorro, na minha perna, implorando por um pedaço de algo.
À noite aquele café com pão ou então uma farofa que minha outra tia, chegava do trabalho e ia fazer, eu claro não agüentava o cheiro da carne de sertão e tinha que comer um pouco com ela.
Dia de domingo, era só alegria. Meus primos todos reunidos, meu tio e alguma das suas namoradas, amigos da família. Uma mesa enorme rolava uma cervejinha, um vinho, uma lasanha, ou um pirão, ou uma feijoada. Uma verdadeira festa.
Contava os dias para o meu pai chegar de viagem. Quando era criança, toda vez que ele viajava eu ficava doente, era incrível, febre, moleza, tudo psicológico, já era a saudade que me atormentava. Quando meu pai chegava, íamos sempre almoçar fora. Á noite chegava com acarajé e guaraná, sentava-se à mesa, era muitas risadas, minha mãe e as cenas de ciúmes, sempre desconfiando que eu e meu pai estivesse aprontando alguma contra ela. Mas então, chegou o dia em que eu sair de casa.

[continua...]
mai 28, 2007
Jeniffer Santos

Devaneios!

Toda Vez Que Vai Embora
Toda vez que saio dos seus braços
É para ela que corro
Tenho uma sede insaciável
Incontrolável,inimaginável
[excitante]
Ela me controla, me acalma
Me leva ao êxtase total
E tudo isso sempre acontece
Depois que você vai embora
Depois de ter vivido os mais
Loucos desejos de amor
É para ela que corro
Deslizo minhas mãos e ela se completa,me completa
[me excita]
Por isso eu te peço
Vá embora,mas Não Vá Embora
É para,por,de você que corro para ela
Sempre,toda vez que você vai embora
Tu me inspira a escrever as mais loucas poesias de amor.
Este dia em cima do telhado foi 21/05/07.
Ao som de : O Teatro Mágico – O Anjo mais Velho.
mai 22, 2007
Jeniffer Santos

Vai um cafézinho?

A revista Super Interessante desse mês traz como matéria-capa “A historia secreta da igreja – Os assassinos, santos, devassos e heróis que fizeram à história da organização mais antiga do mundo: O Vaticano” um texto de José Francisco Botelho.
A matéria é cronológica, onde nos apresenta como surgiu o Cristianismo, e tudo que os homens de fé fizeram para propagá-lo, conta histórias dos primeiros papas, e tudo que eles construíram dentro da igreja. Não eram santos, para poder propagar a fé cristã não mediram esforços para travar guerras, manipular pessoas, queriam poder acima de tudo e na verdade a castidade era apenas uma forma de concentrar a riqueza somente entre a igreja, sem ter que dividi-las com herdeiros. Na matéria também é citado o papa Julio 2° que teve filhos e ao contrario da batina usava armadura de batalha para conquistar territórios, mas adorava arte e partiu dele a encomenda para que Michelangelo pintasse a capela Sistina, e assim começou o grande conjunto de belas artes da igreja.
A igreja queria ser a “dona do mundo”. ”Naquela época, eram soberanos políticos com sonhos de hegemonia, dispostos a conquistar o mundo pela cruz e pela espada”, citou Botelho na sua matéria.
Queria ser?Naquela época?Quer ser e atualmente!Agora serei obrigada a lembrar de uma ilustre visita que recebemos no nosso país, o Papa Bento 16. (Deixa até abrir um parêntese aqui, eu já não agüentava mais ouvir aquela musiquinha que a Rede Globo, colocava nos intervalos para falar da ilustre visita; fecha parêntese). O simpático velhinho não quer nem saber de feminismo, homossexuais, camisinha. Com esse ato ele afasta cada vez mais ovelhas do seu rebanho. Vou trazer novamente a revista Super Interessante para o texto, mas agora outra matéria;” Ele está só. Mas está errado?” de Leandro Narloch.Nesta matéria Narloch,diz que o Papa quer afastar a igreja dos “perigos da modernidade”,que são a secularização(distancia entre sociedade e igreja) e relativismo moral,onde ninguém é capaz de julgar o outro.
Velhas brigas entre ciência e igreja, que por mais tentemos, nunca serão parceiras. Relativizar?Jamais!Acreditar que a cultura do outro é certa, que os rituais de um povo, sua crença, a fé nos seus deuses é algo bom para eles, mesmo que seja feito de uma forma brutal, não existe para essa igreja. Com cada fé atingindo sua verdade, os padres, não teriam chances de converter mais fieis. O papa Bento 16 é contra o relativismo desde os tempos que era cardeal da igreja.
Proibir para que?Só para termos um gosto melhor de ir lá e fazer. Usar camisinha, ser homossexual, uma mulher querer se divorciar do marido ou então querer ser uma boa profissional não é pecado. É liberdade de escolha. É a evolução do mundo, sinal de que não estamos parados no tempo. O papa até que não nega o progresso cientifico, mas aponta que esse progresso não é tudo.
Isso acredito que muita gente sabe, progresso não é tudo mesmo. A razão nunca foi e jamais será tudo, emoção, fé também existirá sempre. Mas a questão é deixar cada um escolher sua emoção, sua fé. O papa pode até perder vários fieis ou não, porque o que existe hoje de falsos cristãos nem dá para contar,pessoas que só estão na igreja para fazer uma imagem diante da sociedade,e por trás,fazer tudo aquilo que o sermão do padre condenou,alias até mesmo muitas vezes o padre que está dando o sermão,é uma mentira .
A igreja foi e não é tão santa assim quanto parece, impor mais dogmas, como já falei aqui é perder mais fieis, um homossexual, uma feminista, um adepto da camisinha não pode ser católico, porque antes de ser católico,ele é homossexual,ou feminista,ou usa camisinha e jamais em hipótese alguma eles são seres humanos.

[Perdoem-me a demora,é falta de tempo mesmo!]

mai 17, 2007
Jeniffer Santos

Devaneios

Terosteusertua.


teu olhar,teu sorriso
teu sorriso,tua boca
tua boca,teu abraço
teu abraço,teu corpo
teu corpo,tua mão
tua mão,teu toque
teu toque,teu suspiro
teu suspiro,teu desejo
teu desejo,tua loucura
tua loucura,minha loucura
ter todos os seus teus e tuas
e ser
possessivamente tua.

mai 15, 2007
Jeniffer Santos

Subindo no Telhado

E foi assim que surgiu….

www.subindonotelhado.blogspot.com

No dia 15/05/07,meus textos do blog antigo “Interação Virtual” migraram para o “Subindo no Telhado”.E eu mais uma vez me pergunto ,até quando vai durar?
Não sei,só sei de uma coisa: posso mudar de blog,o nome do blog,mas jamais vou parar de escrever!

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.a menina do telhado.

Para inspirar

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