Browsing articles in "literatura"
jun 15, 2007
Jeniffer Santos

Distância entre nós.

a distância entre nós

se tornou maior do que eu imaginava

a distância entre nós

não é medida em passos ou palmos

a distância entre nós

me faz lembrar de você a cada segundo do meu dia

a distância entre nós

me faz olhar para os quatro cantos da casa e te ver em cada um deles

a distância entre nós

vai diminuir se eu disser que o meu querer por ti é

do tamanho da distância entre nós?
jun 4, 2007
Jeniffer Santos

De mãos dadas com a felicidade.

Uma noite eu decidi que apesar de não ter ninguem para beber comigo,dançar comigo e não ter nenhum lugar para ir ,eu não ia ficar parada.Arrastei o sofá,liguei o som,coloquei o dvd de Ana Carolina e Seu Jorge.Pulei,dancei,curti,bebi!De repente eu percebi que havia alguém do lado,muito entusiasmado também,então começamos a fazer coreografias,pegamos uma vassoura,e já não estavamos mais ao som de Ana Carolina,mas sim de um forrózin bom demais sô.E foi tudo uma delicia.Gritava,pulava,ropodiava pela casa,e lá se foram uma,duas,três,latinhas.O som no ultimo volume.Por um instante pensei que estava num show de verdade,minha sala havia se transformado numa rave,numa boate,numa laje,num barzinho,num fundo de quintal,num salão de festas.O povo se esbarrando,se agarrando.A pessoa do meu lado,era igualzinha a mim,seguia os meus passos direitinho.Fiz uma viagem louca com essa pessoa,estavamos ali sendo felizes,aproveitando a vida,aproveitando as coisas simples da vida.E quem era?Era eu,comigo mesma.Quando voltei ao meu estado supostamente normal,tinha uma plateia em minha sala,me chamando de louca.Louca eu?Dei a mão ao meu parceiro e sai dali de mãos dadas comigo mesma,dizendo a minha platéia :vocês não sabem de nada,a minha loucura vem de algo chamado felicidade.
Ao som de : Los Hermanos – Todo Carnaval tem Seu Fim.
jun 3, 2007
Jeniffer Santos

Quem bate?

[o que houve?]
E ele se despedaçou
E os pedaços iam caindo no chão
E eu pegava-os, não queria deixá-los cair.
E eles escapavam entre meus dedos
E eu ia buscá-los novamente
[quem era?]
Era o meu coração
E os pedaços continuavam a cair
E eu já havia sem querer feito uma coreografia lenta de cima para baixo, de baixo para cima catando aquele que estava em pedaços.
E de repente eu senti que havia outra pessoa
[quem bate?]
Era um outro alguém dentro de mim
E ele me dizia que apesar de sempre precisarmos de alguém do nosso lado não podíamos fazer disso a razão do nosso viver
E ele me restaurou
E juntou lentamente na palma da minha mão, um por um pedacinho do meu coração.
[o que houve mais?]
E me mostrou que a vida tem seus momentos
E se o vivermos intensamente não podemos lamentar sua perda, pois realmente tudo passa.
[o que houve?]
E o alguém me disse ainda que tenho que olhar para dentro de mim mesma,e enxergar que existe algo maior que a dor,e esse algo deve ser sempre grande,pois assim saberei cuidar de mim e das feridas que a vida ou alguém que por ela passar me fizer.
[quem bate?]
Era ele,o amor próprio.
Ao som de : Fresno – Quebre as Correntes
mai 31, 2007
Jeniffer Santos

Longe do Portão de Casa.[Parte I ]

No dia 8 de julho de 1988, as 00h50, no Hospital Geral Dantas Bião, na cidade de Alagoinhas, nascia uma menina, primeira filha, esperada por toda a família. O primeiro pensamento da mãe foi: “quero que você nunca saia dos meus braços”.
Mas como dizem os mais velhos, filho não é para pai, nem mãe, filho é para o mundo.
Muitos jovens saem da sua cidade no interior, para os grandes centros urbanos, a fim de trabalhar e estudar abandona seu lar e suas famílias, para viver sozinho ou com amigos em um mundo desconhecido. Há lados positivos e negativos neste êxodo, os jovens amadurecem mais cedo, pois são obrigados a ter responsabilidade, mas também muitas famílias acabam desestruturadas.
Lembro que meus pais nunca me deixavam dormir na casa de coleguinhas. Eles sempre precisavam viajar para trabalhar, e eu preferia dormir na minha casa, na minha cama, no meu quarto. Almoçava todos os dias, com minha avó, aquele arroz com feijão, um frango com cuminho e corante que só ela sabe fazer, o suco de maracujá aguado de minha tia, as perturbações do meu primo, meu cachorro, na minha perna, implorando por um pedaço de algo.
À noite aquele café com pão ou então uma farofa que minha outra tia, chegava do trabalho e ia fazer, eu claro não agüentava o cheiro da carne de sertão e tinha que comer um pouco com ela.
Dia de domingo, era só alegria. Meus primos todos reunidos, meu tio e alguma das suas namoradas, amigos da família. Uma mesa enorme rolava uma cervejinha, um vinho, uma lasanha, ou um pirão, ou uma feijoada. Uma verdadeira festa.
Contava os dias para o meu pai chegar de viagem. Quando era criança, toda vez que ele viajava eu ficava doente, era incrível, febre, moleza, tudo psicológico, já era a saudade que me atormentava. Quando meu pai chegava, íamos sempre almoçar fora. Á noite chegava com acarajé e guaraná, sentava-se à mesa, era muitas risadas, minha mãe e as cenas de ciúmes, sempre desconfiando que eu e meu pai estivesse aprontando alguma contra ela. Mas então, chegou o dia em que eu sair de casa.

[continua...]
mai 28, 2007
Jeniffer Santos

Devaneios!

Toda Vez Que Vai Embora
Toda vez que saio dos seus braços
É para ela que corro
Tenho uma sede insaciável
Incontrolável,inimaginável
[excitante]
Ela me controla, me acalma
Me leva ao êxtase total
E tudo isso sempre acontece
Depois que você vai embora
Depois de ter vivido os mais
Loucos desejos de amor
É para ela que corro
Deslizo minhas mãos e ela se completa,me completa
[me excita]
Por isso eu te peço
Vá embora,mas Não Vá Embora
É para,por,de você que corro para ela
Sempre,toda vez que você vai embora
Tu me inspira a escrever as mais loucas poesias de amor.
Este dia em cima do telhado foi 21/05/07.
Ao som de : O Teatro Mágico – O Anjo mais Velho.
mai 17, 2007
Jeniffer Santos

Devaneios

Terosteusertua.


teu olhar,teu sorriso
teu sorriso,tua boca
tua boca,teu abraço
teu abraço,teu corpo
teu corpo,tua mão
tua mão,teu toque
teu toque,teu suspiro
teu suspiro,teu desejo
teu desejo,tua loucura
tua loucura,minha loucura
ter todos os seus teus e tuas
e ser
possessivamente tua.

mai 15, 2007
Jeniffer Santos

Ceú!

No céu . vejo no céu a inocência da infancia. a esperança da renovação. vejo um gato de botas. um palhaço sorrindo. um abraço materno. viagens para além do horizonte. num dia de chuva,vejo aguas descerem para lavar as nossas almas. num dia de sol, sinto o calor intenso daquele que nos ama. vejo no céu,as nuvens,pedaços de algodão doce sabor de baunilha. a quem prefira o céu sem elas. eu prefiro o céu com elas. pois vejo, um cavalo voando. um casal se beijando. uma bola enorme. um golfinho no céu e não no mar. vejo no céu através das nuvens a inocência de sonhar acordado.
Ao Som de : Catedral – Eu quero sol nesse jardim.
Foto: Céu de Salvador em 5 de maio,no final de tarde,por Jeniffer Santos
Páginas:«1...1516171819202122»

.a menina do telhado.

Para inspirar

Curta!

Categorias

Participe!

Conheça!