Distância entre nós.
De mãos dadas com a felicidade.
Quem bate?
E ele se despedaçou
E os pedaços iam caindo no chão
E eu pegava-os, não queria deixá-los cair.
E eles escapavam entre meus dedos
E eu ia buscá-los novamente
[quem era?]
Era o meu coração
E os pedaços continuavam a cair
E eu já havia sem querer feito uma coreografia lenta de cima para baixo, de baixo para cima catando aquele que estava em pedaços.
E de repente eu senti que havia outra pessoa
[quem bate?]
Era um outro alguém dentro de mim
E ele me dizia que apesar de sempre precisarmos de alguém do nosso lado não podíamos fazer disso a razão do nosso viver
E ele me restaurou
E juntou lentamente na palma da minha mão, um por um pedacinho do meu coração.
[o que houve mais?]
E me mostrou que a vida tem seus momentos
E se o vivermos intensamente não podemos lamentar sua perda, pois realmente tudo passa.
[o que houve?]
E o alguém me disse ainda que tenho que olhar para dentro de mim mesma,e enxergar que existe algo maior que a dor,e esse algo deve ser sempre grande,pois assim saberei cuidar de mim e das feridas que a vida ou alguém que por ela passar me fizer.
[quem bate?]
Era ele,o amor próprio.
Longe do Portão de Casa.[Parte I ]
No dia 8 de julho de 1988, as 00h50, no Hospital Geral Dantas Bião, na cidade de Alagoinhas, nascia uma menina, primeira filha, esperada por toda a família. O primeiro pensamento da mãe foi: “quero que você nunca saia dos meus braços”.
Mas como dizem os mais velhos, filho não é para pai, nem mãe, filho é para o mundo.
Muitos jovens saem da sua cidade no interior, para os grandes centros urbanos, a fim de trabalhar e estudar abandona seu lar e suas famílias, para viver sozinho ou com amigos em um mundo desconhecido. Há lados positivos e negativos neste êxodo, os jovens amadurecem mais cedo, pois são obrigados a ter responsabilidade, mas também muitas famílias acabam desestruturadas.
Lembro que meus pais nunca me deixavam dormir na casa de coleguinhas. Eles sempre precisavam viajar para trabalhar, e eu preferia dormir na minha casa, na minha cama, no meu quarto. Almoçava todos os dias, com minha avó, aquele arroz com feijão, um frango com cuminho e corante que só ela sabe fazer, o suco de maracujá aguado de minha tia, as perturbações do meu primo, meu cachorro, na minha perna, implorando por um pedaço de algo.
À noite aquele café com pão ou então uma farofa que minha outra tia, chegava do trabalho e ia fazer, eu claro não agüentava o cheiro da carne de sertão e tinha que comer um pouco com ela.
Dia de domingo, era só alegria. Meus primos todos reunidos, meu tio e alguma das suas namoradas, amigos da família. Uma mesa enorme rolava uma cervejinha, um vinho, uma lasanha, ou um pirão, ou uma feijoada. Uma verdadeira festa.
Contava os dias para o meu pai chegar de viagem. Quando era criança, toda vez que ele viajava eu ficava doente, era incrível, febre, moleza, tudo psicológico, já era a saudade que me atormentava. Quando meu pai chegava, íamos sempre almoçar fora. Á noite chegava com acarajé e guaraná, sentava-se à mesa, era muitas risadas, minha mãe e as cenas de ciúmes, sempre desconfiando que eu e meu pai estivesse aprontando alguma contra ela. Mas então, chegou o dia em que eu sair de casa.
Devaneios!
Toda Vez Que Vai EmboraToda vez que saio dos seus braços
É para ela que corro
Tenho uma sede insaciável
Incontrolável,inimaginável
[excitante]
Ela me controla, me acalma
Me leva ao êxtase total
E tudo isso sempre acontece
Depois que você vai embora
Depois de ter vivido os mais
Loucos desejos de amor
É para ela que corro
Deslizo minhas mãos e ela se completa,me completa
[me excita]
Por isso eu te peço
Vá embora,mas Não Vá Embora
É para,por,de você que corro para ela
Sempre,toda vez que você vai embora
Tu me inspira a escrever as mais loucas poesias de amor.
Devaneios
teu olhar,teu sorriso












