Jauperi, sofisticação no axé
Hoje eu acordei com uma vontade danada de… Falar de JAUPERI!
Lembro que adorava a música “Topo do Mundo” gravada por Daniela Mercury, e então descobri que a música não era dela, mas sim de um tal Jauperi. E enfim pude ver quem era o cara dono daquela música linda que não saia do meu play. Passei a gostar de “café com pão”, da “flor de maracujá” e é claro de Jau.
O show do menino que tocava no Olodum aos 17 anos, e que junto com o grupo rodou o país e o mundo espalhando seu bom gosto e sua linda voz, é algo inexplicável, ou melhor, alucinante. O novo cd lançado em 2009, intitulado “Miolo”, está recheado dessa mistura que hoje é a música de Jauperi.
Um pouco do toque afro, letras poéticas interpretadas com um sorriso no rosto, com a alma e acompanhadas de um bom vinho resulta em sofisticação no axé que hoje é traduzida em um nome, JAUPERI!
+ Jauperi:
MySpace de Jauperi
Flickr Oficial
Letras de músicas
Cd Miolo para download
A minha preferida:
Cidade Dos Poetas
Composição: Jauperi
Quando o verão chegar
Quero te encontrar
No calor do sol e o mar
Namoro na areia
Conchas, ondas, sonhos
Canções, laços, beijos
Nós dois nos amando loucamente
Ascendendo a cidade dos poetas
Eu quero ter o seu corpo coladinho no meu
E o meu corpo suado coladinho no seu
Som de bandinha no largo
O nosso amor acendeu
O mar brincando na areia igual a você e eu
Se não gosta… não veja!
Besouro – O Filme (Besouro)
Elenco: Aílton Carmo (Besouro), Anderson Santos de Jesus (Quero-Quero), Jessica Barbosa (Dinorá), Flavio Rocha, Irandhir Santos, Macalé, Leno Sacramento, Chris Vianna, Sérgio Laurentino, Adriana Alves, Miguel Lunardi.
Direção: João Daniel Tikhomiro
Roteiro: Patrícia Andrade
Besouro conta a história de um capoeirista, Manoel Henrique Porteira, nascido em Santo Amaro da Purificação na Bahia, que no ano de 1920 recebeu do seu mestre, Alípio, o dever de continuar a luta contra as injustiças cometidas aos negros. A idéia de filmar um pouco da vida desse homem considerado o maior capoeirista de todos os tempos, surgiu quando o diretor João Daniel Tikhomiro leu o livro Feijoada no Paraíso de Marco Carvalho.
O filme foi visto nas duas primeiras semanas de exibição por 240 mil pessoas levadas até o cinema pela curiosidade. Todos queriam saber quem era o capoeirista que “avuava” na telona graças aos efeitos do chinês Huen Chiu Ku, responsável pelas cenas de luta do filme Kill Bill entre outros sucessos internacionais.
Para mim o fato dele “avoar” é o mínimo nisso tudo. O filme é rico em história da capoeira, da resistência dos negros, do candomblé, conta uma parte da grande luta dos negros na valorização da sua etnia e cultura.
A presença mágica dos orixás junto com as imagens da cidade de Igatu (BA) leva para o filme o que a Bahia tem de melhor, beleza, cultura e religiosidade. A fotografia do filme, feita pelo equatoriano Enrique Chediak, é perfeita, desde as lutas de capoeira até o besouro voando entre as barracas na feira.
Se você não gosta de candomblé, capoeira, não vá para o cinema ver Besouro, não estamos precisando de mais pessoas que não valorizam e não sabem respeitar as outras culturas. Por outro lado se você se acha capaz de relativizar, dê uma olhadinha e repense suas idéias. É hora de começarmos a valorizar produções brasileiras principalmente aquelas que contam a história do Brasil, dos heróis brasileiros.
— A voz de Exú é horrível, o efeito não ficou bom, quebrou todo o encanto da caracterização; É verdade há poucas cenas de luta; O personagem Besouro passa mais tempo na “floresta”, do que lutando ou “aprontando” contra o coronel.
+++ A voz que narra alguns momentos históricos, e cenas do filme é do ator Milton Gonçalves. Na trilha sonora tem Gilberto Gil e Nação Zumbi (tô doida por essa música).
Veja mais:
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Photo: “Tu, e somente tu, terá estrelas que sabem rir.”