Doidas e Santas – Veneno antimonotonia
Do telhado eu vejo e sinto…“…Até hoje, pergunta-se: para que serve a arte, para que serve a poesia?
Intelectuais se aprumam, pigarreiam e começam a responder dizendo “Veja bem…” e daí em diante é um blablablá teórico que tenta explicar o inexplicável. Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento…”
2 de outubro de 2005
Martha Medeiros.
* Trecho tirado da crônica “Veneno antimonotonia” de Martha Medeiros. Estou lendo o livro Doidas e Santas que reúne as crônicas publicadas nos jornais O Globo e Zero Hora pela escritora.
*Fica a dica para quem gosta de boas crônicas. Para fazer o download do livro, clica aqui! E boa leitura!
* TCC sobre poesia em Salvador e Cachoeira. Em breve site no ar.









