Havia largado a cachaça, as cinzas, porque tinha largado o amor?
Ou havia largado o amor, porque tinha largado a cachaça e as cinzas?
Sei que logo de cara, havia largado a primeira pessoa, o “eu”, e deixado novamente a terceira pessoa escrever por “ele”.
Não adiantavam mais as promessas, as palavras, nem mesmo o vinho.
Nada mais fazia sentido.
Era bobo, sim, desvairado ainda mais!
A rotina sufocava-o, era isso, a rotina! Por isso não havia mais cachaça, amor, cinzas, sentido.
O vinho, os maços, as ilusões, tinham virado rotina, e ele não queria mais nada disso.
O cego que agora vê, via demais.
E o que ele via, não era o que realmente queria ver.
“Bendito seja aquele que ama a rotina! Bobo e desvairado seja aquele que a odeia! Quem tu preferes ser, bendito ou bobo desvairado? Eu já sei quem prefiro ser…” (Bobo Desvairado)