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fev 21, 2011
Jeniffer Santos

Conto – Bobo desvairado 5

Conto aqui no Subindo no Telhado, por que é domingo

Acordou atordoado. E como sempre tudo –  fora –  no lugar.

Os maços, as garrafas, as fitas cassete.

Onde estaria a moça dos olhos de cigana?

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mai 5, 2010
Jeniffer Santos

Vontade de viver

Eram 6 da manhã e ela estava deitada na cama desde a meia noite pensando na vida, pensando em nada.

Mas não sabia ao certo o que lhe tirava o sono já que sua vida virara uma rotina. Mesmos amigos, o trabalho, a família, a casa, o vinho.

Sempre isso. Tudo isso. Nada mais.

Acreditava que o problema era esse “Nada mais”.

E então descobriu que o que lhe tirava o sono era a vontade de querer algo mais. O que lhe tirava o sono era a vontade de viver.

jan 5, 2010
Jeniffer Santos

5,4,3,2,1…!

Estava subindo a ladeira em direção a praia, ansiosa por aquela visão, mar e lua cheia. Mas não estava ansiosa para a chegada de 2010.

Lá estava… O mar lindo e agitado, e a lua grande e brilhante.

E quando menos esperou… 5,4,3,2,1. O ano novo chegou!

Olhou para o relógio e ainda faltavam 5 minutos para a meia-noite. Mas várias champagnes já haviam sido estouradas. O seu relógio estava atrasado, talvez por isso o ano falecido, tenha sido tão desgastante. Lembrou de quando ele havia nascido, quantos planos, muitos sonhos… Tinha pulado as 7 ondinhas, jogado as mãos para o céu, derramado algumas lágrimas.

Mas e agora, que um novo ano nascera antecipado 5 minutos, chegou de surpresa, quando ninguém esperava ?

Não deu tempo para os planos, para os sonhos, para as 7 ondinhas, e muito menos para as lágrimas. Deu/Dar tempo para o inesperado, para o agora, para o já, o hoje!


a menina do telhado deseja a todos um feliz 2010 !


dez 9, 2009
Jeniffer Santos

microcontos

MicroConto1MicroConto2

Inspirações que surgiram para o twitter,  postando aqui no blog para que não se perca.

Corrigindo: Queria o tempo.Pois é o único que pode fazer do mais o menos e do menos o mais.

out 26, 2009
Jeniffer Santos

Bobo desvairado 4

1534

Quase 8 meses sem vinho, sem fumaça.

Havia largado a cachaça, as cinzas, porque tinha largado o amor?

Ou havia largado o amor, porque tinha largado a cachaça e as cinzas?

Sei que logo de cara, havia largado a primeira pessoa, o “eu”, e deixado novamente a terceira pessoa escrever por “ele”.

Não adiantavam mais as promessas, as palavras, nem mesmo o vinho.

Nada mais fazia sentido.

Era bobo, sim, desvairado ainda mais!

A rotina sufocava-o, era isso, a rotina! Por isso não havia mais cachaça, amor, cinzas, sentido.

O vinho, os maços, as ilusões, tinham virado rotina, e ele não queria mais nada disso.

O cego que agora vê, via demais.

E o que ele via, não era o que realmente queria ver.


“Bendito seja aquele que ama a rotina! Bobo e desvairado seja aquele que a odeia! Quem tu preferes ser, bendito ou bobo desvairado? Eu já sei quem prefiro ser…” (Bobo Desvairado)

Outras do Bobo Desvairado, leia!

.a menina do telhado.

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