Só se vê na Estação Iguatemi
É uma atração a parte em Salvador. Farol da Barra? Pelourinho? Dique do Tororó? Nada disso! Eu to falando é da Estação Iguatemi.
O último lançamento de Psirico? Só se vê na Estação Iguatemi!
O último DVD de Diante do Trono? Só se vê na Estação Iguatemi!
O último lançamento dos cinemas? Só se vê na Estação Iguatemi!
Arrocha de primeira qualidade? Só se vê na Estação Iguatemi!
Site – Poesia Baiana
Há algum tempo escrevi um post falando sobre meu TCC.
Bem…acabou! \o/
Memorial entregue, site no ar para avaliação do professor e convidados da banca.
Mas, sinceramente…estou feliz (mesmo sem saber a nota). No final de toda agonia (odiei poesia por um tempo, odiei pessoas, briguei, gritei, me viciei em café mais ainda), estou feliz com o resultado, estou feliz em fazer algo que ajuda a divulgar a poesia na Bahia e por todo o Brasil.
Desde cedo, escrevo minhas coisinhas. Amo literatura, livros, cultura. Pensei em fazer Letras (minha mãe é formada em Letras) mas partir para o Jornalismo, Comunicação Digital. Então, concluir meu curso, com um projeto como esse, é algo muito especial para mim. Espero que todos apreciem!
Aproveito para agradecer a uma galera que me ajudou bastante (enchi muito o saco deles): Geisa Santos, Yuri Almeida, Leo Baiano, Zuleide Reis , Zenaide Maria , Francine Ramos, Ricardinho Barbosa, Rose Andrade, Evandro Furtado.
Poesia Baiana
Quem são os atuais poetas baianos? E o que eles estão fazendo para divulgar a poesia na Bahia?
Essas duas perguntas serão respondidas no meu trabalho de conclusão de curso.
Causos Soteropolitanos 2
Era um dia a tarde, ainda bem que o buzú não estava lotado. BusTV quebrado, tela toda escura. Só dava para ouvir a voz da mocinha que toda hora anunciava alguma coisa e em seguida tocava a música “Na base do beijo” de Ivete Sangalo. Isso se repetiu por três vezes! Três vezes!!!!!!!!!!! Eu não agüentava mais ouvir “comigo é na base do beijo, comigo é na base do amor”. E infelizmente tinha esquecido meu fone de ouvido em casa.
Mas eis que entra a salvação: um deficiente visual sanfoneiro que começou a tocar aqueles forrozins baum danado, de uma época maravilhosa, o São João. Logo ele virou a atração do buzú, e era impossível não ver uma perna ou cabeça balançando, ou um sorriso num canto da boca dos passageiros. E é claro o olhar curioso de uma criança, que mudou até de lugar para ver de perto aquela cena.
Incrível, ele tocar tão bem! Dando uma de psicóloga barata, imagino que com a perda da visão ele aprendeu a aprimorar outros sentidos, como a audição e o tato. E então eu penso do jeito que o mundo está, onde não temos mais o hábito de ouvir os outros, e muitos de tocar no outro, será que vamos ter que perder algo, para começar a aprimorar os nossos outros sentidos?
Ê Salvador que nos inspira, ensina e nos intriga.
Água de cheiro, flores e vestido branco
Acordou com o despertador. Acordou com março. Segunda-feira. O mês começava, a semana começava. Mais um recomeço.
Estava tudo preparado. Água de cheiro, flores, vestido branco. Faltava o mar. Mas tinha certeza de que não era ela quem precisava de uma renovação, mas sim as coisas e as pessoas que estavam ao seu redor.
Começou espalhando pétalas de flores no quarto, não sabia ao certo o que dizer. Mas sabia que tinha de ser bons pensamentos. Nada de pedidos, apenas boas vibrações, boas energias.
Depois foi a vez da água de cheiro, perfumou ainda mais a casa. Mais uma vez bons pensamentos.
Após o ritual, ela estava exausta. Acreditava que tudo de ruim que havia naquele lugar, estava pesando nos seus ombros. Sentiu-se cansada. Daquela vida¿ Daquele lugar¿ Daquela rotina¿ Sim.
Mas não adianta. Não há água de cheiro, flor e vestido branco que mude as outras pessoas, que acabe com a má energia de um lugar.
É você! Você que tem que mudar. A água de cheiro, as flores e os bons pensamentos tem que ser para você. Primeiro você muda, depois pensa em mudar o mundo!
Causos Soteropolitanos
Era um dia comum, numa semana comum.
Como assim? E desde quando na Bahia os dias são comuns? Todo dia meu rei, é um dia que entra na história seja pelas manchetes do Correio, pelas matérias do Na Mira, alguma descoberta de um vídeo sem noção no youtube ou simplesmente pelo cotidiano dos habitantes da cidade em que todo mundo é d’oxum.
Em Salvador é assim, todo dia é dia de acontecer, de fazer festa, de tomar uma, e de fazer uma oferenda rapidinha ali, um ebó rapidinho ali num poste no comércio, ninguém vai notar, coisa rápida.
Andando pelas ruas do comércio, me deparei com uma figura, vestido com uma camisa vermelha com a imagem de Iemanjá tentando a qualquer custo abrir uma garrafa de cerveja numa ponta de árvore, e ele conseguiu. E saiu a andar sussurrando alguma coisa. Deu uma volta em um poste derramando no chão a cerveja e a deixou lá. Coisa de 1 minuto. Saiu andando normalmente pela rua. E em menos de 1 minuto depois, um mendigo pega a cerveja dá uma olhadinha e uma boa golada e sai normalmente pela rua com sua boa Skol na mão.
Não deu no Correio, nem no Na Mira, também não está no youtube, mas são alguns dos causos da nossa Salvador. E aqui, meus caros, tem é causo para contar desses dias em que tudo pode e acontece.
Verão na Bahia
Levantamos mais cedo da cama, mesmo não indo trabalhar porque o calor é insuportável. Sonhamos com umas gotas de chuva, e quando ela vem, pedimos que vá, já que só piorou o calor.
Ingerimos mais liquido, e consequentemente mais cevada. Trocamos os sapatos por sandálias leves, sonhamos com o dia em que será permitido trabalhar de havaianas. Corremos para as liquidações a fim de comprar camisetas, vestidos, bermudas. Queremos nos sentir livres, leves e soltos.
Se já malhávamos feitos loucos, agora então… Mais ainda. É projeto verão, corridinha na orla. E para quem não malha, melhor ainda, mais cerva para dentro sem medo de ser feliz.
O nosso lado axézeiro, pagodeiro, regueiro fala mais alto. Abre o porta mala, lá vem o lobo mal, então sobe no teto do carrão e aproveita para mostrar o pacotão!
É reg pra lá, balada pra cá. Todo mundo na base do beijo e quem sabe depois um rebolation, mas não se esquece da camisinha hein… Porque vocês sabem que amor de verão nem sempre sobe serra.
E como todo mundo sabe e diz, é festa todo dia, e não perdemos uma. Depois do trabalho, vamos esquecer a cara do chefe, e daquele colega mala. O problema é encontrar com eles lá. Mas qualquer coisa tira foto, faz um vídeo, posta no youtube, divulga no twitter que amanhã tá na capa do correio, vira piada e hastags no twitter. Pronto, é celebridade instantânea baiana que tem mais valor ainda, e você se livra dele para sempre.
Praia no final de semana para na segunda esbanjar o bronzeado e a marquinha do biquíni.
Vamos saudar o senhor do Bonfim, Iemanjá, Oxum e Oxalá, e assim somos abençoados por todo o ano novo que enfim virá depois do carnaval.
Um ano de trabalho, estudo, sonhos e objetivos para alcançar. Continuaremos levantando cedo com ou sem calor. Na luta, na labuta, na batalha. Aqui não tem esse negócio de preguiça não meu rei. Baiano que é baiano, tá de sol a sol, de chuva a chuva, mexendo ou carregando o balaio.













