Esnobou, caiu de amores!

Ela o conheceu em uma festa, em uma daquelas baladinhas de final de semana em que as pessoas vão dispostas a dançar e beber demasiadamente como se o mundo fosse acabar.

E eis que em meio a goles de vodka ela olha para o lado e Ops, olha o gatinho reparando nela. Flerte? Ainda existe essa palavra? Enfim, rolou aquela troca de olhares e em menos de dois minutos, Uou! Aquele beijo de cinema com direito a variadas piruetas lingüísticas.

Nomes são trocados nos intervalos em que as bocas se separam, assuntos são comentados assim cautelosamente para quebrar o gelo e eis que em meio ao banal ele diz: “Queria te falar uma coisa… Tenho namorada. E aí, como ficamos?”.

Um singelo parêntese – ‘Queria te falar uma coisa’ já não é algo legal. Você já espera algo dar errado. É tipo um ‘Mas’ depois de uma declaração de amor. Mas enfim… Vamos voltar à historinha.


O constrangimento percorre aquele novo casal enquanto ao fundo a banda não deixa de tocar, até que ela resolve responder: “Sem ofensas, mas eu não quero namorar com você.”.

Poft! Como se tivesse levado um tapa na cara ele pisca várias vezes e tenta entender. Ela realmente teria dito aquilo? Mas ele era gato e era o ‘cara’ que tinha namorada e pegava outras por aí. Quem era ela para dizer aquilo?

Mas não titubeou, agarrou-a ali mesmo após as verdades e ficaram juntos até a última banda, disposto a vencer aquela mulher que o conquistou e esnobou.

 

É leitor, no popular – Ela quebrou as pernas dele.

E eis que dessa historia peculiar eu me faço o seguinte questionamento: Será que esnobar é a chave do sucesso na conquista?

Ela esnobou e ganhou.

Ele que não queria nada sério sentiu-se atraído pela possibilidade de driblar e conquistar aquela mulher.

Reza a lenda que quanto mais difícil a conquista, melhor.

E também que o que vem fácil não é lá muito apreciado.

Duas verdades e dois tapas na cara daqueles que se dizem e acreditam no amor.

Mas calma que nem tudo está perdido.

E o amor é algo que vai além de uma ‘ficada de final de semana’.

Ela não queria comprometimento.

Ele não queria comprometimento pois já era comprometido.

Ambos combinaram.

Mas eis que para ele o jogo ficou difícil e não era o que esperava. Ele queria alguém morrendo de paixão por ele e ela só queria curtir a noite.

E eis que encontrou na balada a mulher errada, aquela que fica, mas não se apega.

É minha gente, a sociedade evoluiu.

O amor perdeu critérios para algumas pessoas.

E a evolução das espécies no quesito relacionamentos está um tanto deturpada.

Esnobou, apaixonou. É isso assim mesmo produção?

Se for, ó, meus pêsames para quem pensa ou sente assim. Porque não há nada melhor do que uma conquista diária de uma paixão que vira amor.

Mas aos que investem na traição sem culpa, cuidado que o feitiço pode virar contra, assim bem popular e assim bem clichê.

E aos que acham que ser ‘O Cara’ é pegar várias na balada, cuidado com as mulheres que não se apegam!

 

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.a menina do telhado.

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