Browsing articles in "Era uma Vez"
jan 5, 2010
Jeniffer Santos

5,4,3,2,1…!

Estava subindo a ladeira em direção a praia, ansiosa por aquela visão, mar e lua cheia. Mas não estava ansiosa para a chegada de 2010.

Lá estava… O mar lindo e agitado, e a lua grande e brilhante.

E quando menos esperou… 5,4,3,2,1. O ano novo chegou!

Olhou para o relógio e ainda faltavam 5 minutos para a meia-noite. Mas várias champagnes já haviam sido estouradas. O seu relógio estava atrasado, talvez por isso o ano falecido, tenha sido tão desgastante. Lembrou de quando ele havia nascido, quantos planos, muitos sonhos… Tinha pulado as 7 ondinhas, jogado as mãos para o céu, derramado algumas lágrimas.

Mas e agora, que um novo ano nascera antecipado 5 minutos, chegou de surpresa, quando ninguém esperava ?

Não deu tempo para os planos, para os sonhos, para as 7 ondinhas, e muito menos para as lágrimas. Deu/Dar tempo para o inesperado, para o agora, para o já, o hoje!


a menina do telhado deseja a todos um feliz 2010 !


ago 11, 2008
Jeniffer Santos

“…enquanto houver você…”

Antes de nascer ganhara do pai uma BMW de controle remoto,acho que ele pensava que ia ser menino,mas foi menina e é única até hoje.Mas isso não impediu que quando ele fosse consertar o carro chamasse ela,o que ele fazia sempre ( deixando claro que o carro só andava quebrado e mesmo que não tivesse ele futucava).
-Pega uma chave de fenda aê minha fia!
Ela nem sabia direito ,mas ia lá e pegava se errasse ,ele pacientemente a corrigia.Ela foi crescendo,começou a ajudar a lavar o carro,a segurar a luz para iluminar o motor quando a noite ia chegando.
Aprendeu a pilotar a motoca em um dia,ele que ensinou,é confiança sabe…
Ensinou a dirigir,e a única vez que ele não a chamou de “minha fia”,foi quando ela quase colocou o carro para entrar numa loja(um pequeno descuido,claro).
Vinte anos passaram e “minha fia” ainda ganha bonecas e é claro carrinhos e motos,agora para colecionar.E não adianta fazer igual a um menino de 4 anos:”Ela é menina e grande!”
Que nada…Só enquanto “minha fia” respirar isso pode acontecer!
[Uma das miniaturas na foto,um Chevrolet 3100 Pickup (1950),meu pai adora esse tipo de carro.]
Ao som de : Anjo mais velho – Teatro Mágico
mai 17, 2008
Jeniffer Santos

Sim, todos os dias eram iguais, desde o verão passado.
Bete sai de casa às 8 horas e as 10, está em cima do mini-trio daquele titulo de capitalização que faz maior sucesso na cidade. Usa um short curto vermelho, com um top azul, de tênis, cabelos longos e cacheados sempre molhados. O sol é escaldante e Bete com aquele sorrisão largo estampado no rosto,rebola,vira e mexe ,solta beijos, para aqueles tarados da construção e para os bêbados dos bares em ruas por onde passa o mini-trio.
Na hora do almoço, é quase sempre misto requentado e aqueles sucos de caixinha. Dá graças a Deus quando chega a tarde e o calor diminui. É sempre a mesma música, a mesma dança, o mesmo sorriso no rosto. Parece que gosta, vai ver até gosta, não sei. Os homens gostam, as mulheres olham com despeito, as senhorinhas acham uma pouca vergonha. E Bete?Bem… Bete não liga, mas Bernadete sim.
Bernadete usa popa no cabelo, saias compridas, blusas de manga, têm filhos, esposo e freqüenta a igreja todas as noites. Bete e Bernadete nunca se encontram, mas os vizinhos, a sociedade encontram-nas, principalmente nas conversas diárias de quem não tem o que fazer.
Photos/Subindo no Telhado———————

.elo eterno.

Mais fotos: www.flickr.com/photos/subindonotelhado

Do telhado eu vejo e sinto———————

“Essa noite eu só queria um colo e o aconchego confortável de sua presença, porque tenho frio e cansaço, e minha alma criança reclama abrigo e descanso. Essa noite eu não posso fazer poesia nem flutuar nas palavras, porque o imenso peso da minha angústia me prende numa gravidade onde só quero derramar tristeza. Essa noite eu não enxergo mais nenhuma estrela nem ouço mais nenhum conselho bonito, porque tudo em mim é doloroso, e toda lembrança vira martírio”.

Menina Lunarhttp://meninalunar.blogspot.com/

fev 17, 2008
Jeniffer Santos

Boa noite bem-me-quer

Quando era criança pegava essa florzinha para saber se o moço que jogava bola todos os dias no campinho de futebol em frente ao sitio da vovó, gostava de mim.
Mal-me-quer/bem-me-quer/Mal-me-quer/Bem-me-quer/Mal-me-quer
Vovó havia dito que a florzinha servia para isso. Sempre fazia a brincadeira. E estava cansada do Mal-me-quer. Um dia com tanta raiva, pisei e arranquei todas as florzinhas do jardim. Foi então que em uma bela noite estrelada, bateram na minha porta .Quando fui ver, não tinha ninguém apenas um bilhete acompanhado com uma florzinha que dizia:
Bem que eu quero,
Se você começar com o bem vai terminar no bem. Minha vó também me ensinou que o nome da florzinha era esse e servia para essa brincadeira. Mas meu avô falou que essa brincadeira é coisa de mariquinha.Que macho que é macho chama essa flor de “Boa Noite” e a entrega para a moça mais bonita da cidade.

Boa noite moça mais bonita da cidade.
Ass: O moço do campinho de futebol de frente com o sitio de sua avó.

dez 14, 2007
Jeniffer Santos

Boneca era a preferida dela. Todos os dias era uma brincadeira sem fim. Bem- me –quer, mal- me -quer. Passeio pelo jardim de flores amarelas. Serenatas na porta de Tia Dudu. Amarelinha com números rosa. E tantas outras coisas boas, sem falar nos planos que eram muitos.
Boneca tinha fitinhas vermelhas amarradas no cabelo, era de pano, fofa, macia , com um laço amarrado nas costas também vermelho, e cara de boneca. Uma vez numa brincadeira, Boneca ganhou o concurso “Fofa do ano”, dado carinhosamente por Ela.
Um dia Ela ganhou uma Flor, precisava regá-la todos os dias. E regava. Cuidava. E a Boneca era cuidada, “regada”, de longe. Ela brincava com Boneca apenas de longe. Boneca tinha um lugar de destaque na estante d’Ela,mas esse lugar não fazia nenhum sentido mais para Boneca,se Ela não fosse pega-la todo dia para brincar.Boneca precisava do toque,de sentir Ela, toca-la, ouvir sua voz de perto, brincar, gargalhar, sonhar junto com Ela.Junto, perto…algo chamado realidade, proximidade, e não mais distância, ilusão.Boneca precisa daquilo, o que ela sempre teve, e não tinha mais.
O tempo passou e Ela continuava distante de Boneca. E o que Boneca precisava era de coragem. Coragem para ir embora. Pensou muitas vezes em arrumar sua trouxinha e ir. Mas criava esperanças que Ela voltasse a ser como era. Até que um dia Boneca escutou alguém bater na sua janela na madrugada, não dava para ver o rosto desse alguém, mas era alguém, Boneca não pensou duas vezes, nem quis saber de trouxinha,e foi. Bastou o alguém dizer simplesmente:
-Foge, comigo Boneca!

nov 20, 2007
Jeniffer Santos

Na madrugada,o celular

Ela havia dito a Ele que poderia ligar a qualquer hora,não importava o que ela estivesse fazendo,pararia tudo até o mundo se preciso fosse para atendê-lo.
Mas era nas madrugadas. Onde a lua fugia do céu e ia dar um beijo rápido no sol antes que ele surgisse para as pessoas, para lhe desejar bom dia. Onde o sono era mais profundo. Onde o sonho era mais caliente, que o celular tocava.
Ela atendia… Horas e mais horas de conversas sobre tudo, todos, sobre o mundo. Presente, passado e futuro. Beijos imaginários.
-Feche os olhos amor. -Ela dizia
-Fechei…
-Mas, é sério… Não é para brincar!
-Já fechei.
-Estou com você agora, consegue sentir o meu cheiro?
-Hum… Consiguo sim… O seu perfume como sempre muito bom!
-Então agora sinta o toque dos meus lábios aos seus.
Risadas, sonhos, promessas.
Ela havia convidado-o para tomar um vinho, disse que levaria uma amiga de casa, então ele disse que também levaria um amigo.
A noite seguiu linda. A lua a brilhar no céu, as estrelas ao redor, e as mais atrevidas se atiravam no mar.
O vinho a todo o momento mergulhava nas taças e assim nos corpos esquentando os corações. As conversas eram das mais loucas, as risadas das mais altas e os olhares dos mais intensos.
Ela se despediu dele. Eles se despediram. Era cedo ainda, a lua não havia fugido ao encontro do sol, e quando isso ela fez… O sono era dos mais profundos, o sonho dos mais calientes e o celular tocou, mas era um toque diferente.
Ela só teve uma única certeza Ele ainda continuava preferindo as madrugadas, mas isso agora a atormentava.
out 8, 2007
Jeniffer Santos

Lata

Tinha uma casa , uma janela com flores e um coração.Já tinha amado João que a trocou por Maria,Sissinho que sumiu,Rodolfo que era tosco,o cara da padaria,o carteiro e suas cartas de amor,o delegado da rua de baixo e nos seus mais intimos sonhos um ator de Hollywood.
Um belo dia resolveu fugir,encontrar o desconhecido.Cansada da vida simples porém feliz,foi embora.Até que suas flores da janela murchassem,ela não voltou.
Encontrou o desconhecido com seu belo sorriso,seu jeito de pão doce,seu toque acolhedor,seu cabelo bom para cafuné.
Poesia.Dias.Dias.Poesia
Não se passou uma eternidade mas ele ainda servia e ela sumia para ele, murchava como as flores na janela,simplesmente não existia.
O cenário era daqueles dos contos fantásticos,um verdadeiro sonho de olhos abertos.Um dia ela sonhou com os olhos fechados,e se descobriu no mundo encantado do Mágico de Oz ,e o seu pedido foi:
-Quero ser o Homem de Lata.

.a menina do telhado.

Para inspirar

Curta!

Categorias

Participe!

Conheça!