Arrumando o Telhado
Bom…vou contar uma breve história para vocês:
O subindo no telhado foi/é/sempre será um blog literário, tá na sua raiz ( lá em 2007). Passou pelo blogspot, onde eu tinha uma rede de contatos literários maravilhosos, e o fato é que não fui fiel a esses leitores e acabei misturando as coisas quando passei para faculdade de Jornalismo.
O subindo no telhado foi sofrendo modificações de acordo com andamento da faculdade. Era o espaço em que eu podia compartilhar minhas ideias, então fazia por aqui mesmo, misturando comunicação e literatura.
Mas, 2011 chegou! Já passou a fase do oba-oba me formei e agora temos que focar no que é realmente importante. E sim, o subindo no telhado e a literatura são importantes para mim, preciso escrever contos, crônicas e poesias, isso tudo faz bem para mim.
Só que preciso focar também no lado profissional, e acredito que blogs estão aí ajudando muita gente a se projetar em muitas areas profissionais. Então por isso, vamos separar o joio do trigo, o pão da manteiga, o vinho do amante, a literatura da comunicação.
O subindo no telhado vai voltar as raízes. Em março será um blog totalmente literário. Assim como em março terei um novo blog com foco em comunicação e cultura digital.
Serão dois ambientes totalmente diferentes mas que resume a Jeniffer Santos.
Antes dessa mudança (layout, marca) não postarei por aqui.
Então, em março, a gente se encontra aqui, se você curte literatura e no meu novo canto sobre comunicação (em breve divulgo o link).
Beijos da menina do telhado.
(já posso voltar a assinar assim, Arnaldo?)
Vontade de viver
Eram 6 da manhã e ela estava deitada na cama desde a meia noite pensando na vida, pensando em nada.
Mas não sabia ao certo o que lhe tirava o sono já que sua vida virara uma rotina. Mesmos amigos, o trabalho, a família, a casa, o vinho.
Sempre isso. Tudo isso. Nada mais.
Acreditava que o problema era esse “Nada mais”.
E então descobriu que o que lhe tirava o sono era a vontade de querer algo mais. O que lhe tirava o sono era a vontade de viver.
Clichê
Havia definido sem querer, um padrão.
Algo que os mais próximos chamavam de ‘seu tipo’.
Havia definido sem querer, uma música.
Aquela que não saia do play.
Havia definido, mas não sem querer, uma cena: pôr do sol, ela, ele, a música.
O seu clichê.
Foto daqui!
*Acontece de pensarmos em alguém, ouvirmos uma música e pronto, sai algo. Dessa vez o poema foi inspirado na música ” Às vezes um clichê” da banda @Maglore.
“…Maglore propõe a sinestesia musical entre cores e sons, trazendo elementos musicais de lugares diversos do mundo. O nome, assim como a sonoridade do grupo, possui mais de um significado. Além de ser um trocadilho abstraído da expressão em inglês my glory (“minha glória”), também faz referência ao nome de uma tribo africana. A mistura de tantas significações prova a riqueza e a singularidade do projeto.”
Conheça mais no site oficial da banda.
Eu adoro e está sempre tocando no meu play. Indico também as músicas ” A Sete chaves” e ” Enquanto sós”.
5,4,3,2,1…!
Estava subindo a ladeira em direção a praia, ansiosa por aquela visão, mar e lua cheia. Mas não estava ansiosa para a chegada de 2010.
Lá estava… O mar lindo e agitado, e a lua grande e brilhante.
E quando menos esperou… 5,4,3,2,1. O ano novo chegou!
Olhou para o relógio e ainda faltavam 5 minutos para a meia-noite. Mas várias champagnes já haviam sido estouradas. O seu relógio estava atrasado, talvez por isso o ano falecido, tenha sido tão desgastante. Lembrou de quando ele havia nascido, quantos planos, muitos sonhos… Tinha pulado as 7 ondinhas, jogado as mãos para o céu, derramado algumas lágrimas.
Mas e agora, que um novo ano nascera antecipado 5 minutos, chegou de surpresa, quando ninguém esperava ?
Não deu tempo para os planos, para os sonhos, para as 7 ondinhas, e muito menos para as lágrimas. Deu/Dar tempo para o inesperado, para o agora, para o já, o hoje!
a menina do telhado deseja a todos um feliz 2010 !
saudade/vontade
De subi no pé de siriguela
de brincar de boneca
escrever no diário
te esperar na janela
de suco de uva com biscoito de chocolate
deu saudade da inocência.
Deu vontade…
De subi no telhado
ti olhar com pecado
de ti fazer sorrir
de ser uma feiticeira com porções de sedução
de vinho e poesia a beira mar
deu saudade e vontade de você.
fé
Fé em Deus
Fé na sua consciência
No seu instinto
Na sua coragem
Fé na família
Fé no tempo
No alinhamento dos astros
Nas estrelas no céu
Fé naquilo que vê
Fé naquilo que não vê
Nos santos
Nos orixás
Fé em alguém
Fé em ninguém
No amanhã
Naquele refletido no espelho. [você!]
Calmaria
*Primeiro VideoPoema do Subindo no Telhado, não gostei muito mas vale como o primeiro ;D












