Decifrando os novos códigos de relacionamentos modernos
por Maurício Pascoal
Os relacionamentos mudaram.
Não são mais iguais ao de papai e mamãe e nem tem mais aquela história de mãos dadas na porta de casa.
Acorda fulaninha que o príncipe encantado não existe. O máximo que ele pode ser é um stalker no Facebook que vive te cutucando.
E falando em Stalker. Vamos tentar decifrar esse ser.
O Stalker seria mais ou menos aquele louco que te ama platonicamente e te segue em todos os lugares, nesse caso: lê o que você escreve no facebook, no twitter e ainda lê as redes dos seus amigos para saber onde você está e se está falando a verdade.
Stalker que se preze está em todas as redes sociais possíveis e está sempre perto do ser stalkeado, idolatrando, sonhando e amando.
Os stalkers possuem a insistente mania de cutucar no facebook que na verdade é o novo: Estou afim de você e ai, rola?
É tenso, eu sei. E não rola, mesmo. Não insistam!
A vida eletrônica definiu esses novos padrões de paquera e paixões.
Casais apaixonam-se por reblogagens no tumblr e fazem declarações de amor diante de milhões de desconhecidos no twitter.
Na balada o ‘me passa o seu telefone’ é o novo: Você tem facebook? E a espera da ligação no dia seguinte tornou-se ele te dar um ‘Oi’ no chat da rede social.
Surgiram também os eventos no facebook e tem um novo que eu já ri muito: “Bacanal dos amigos do Facebook” – Se você quer pegar alguém da sua timeline, você entra lá. E se a pessoa também estiver, ó, meio caminho andando.
Do virtual para o real, basta um me adiciona.
Do real para o nada mais, basta um bloquear e excluir.
É, simples assim. É fácil assim. É moderno assim.
‘A gente se esbarra por aí’ – É o novo, quem sabe a gente fica novamente.
‘A gente se adiciona’ – É o novo, vamos nos conhecer um pouco mais.
‘Te cutuquei’ – Tô afim de você!
‘Tô te seguindo’ – Te achei interessante e curto o que tu fala.
E então é isso ai, a gente se esbarra, se adiciona, se segue… Mas, por favor, não me cutuquem! rs
Maurício Pascoal
Sou desses que entra no cheque especial no fim do mês e que ainda pretende conhecer o mundo com uma mochila nas costas.











