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jan 20, 2012
Jeniffer Santos

No bar com 2011 e 2012

Então, eu chamei 2011 para tomar umas cervejas e colocar o papo em dia. Quase que um balanço, retrospectiva, do que aconteceu durante todo esse longo e pesado ano.

Mas era para ser um papo de mesa de bar, muitas risadas, relembrar os bons momentos, ficar bêbado e depois chorar sentado na calçada. Só que não foi… Aquela coisa de que cachaça entra, verdade sai, existe mesmo! 

A conversa foi intensa, tensa, dura. Não aguentei e disse umas verdades para 2011 e ele ouviu tudo calado, coisas como:
Me perdi no meio do caminho,
Me cansei de tudo e todos,
Gastei demais, investi de menos,
Me arrisquei demais, sofri demais, vivi mais?
Etc…
Gente, ele ouviu tudo, com aquela cara de paisagem. Quando acabei, ele respirou fundo e disse:
Não tenho nada a ver com isso. Eu não tinha nenhum compromisso com você, você foi quem fez planos comigo.
ago 13, 2011
Jeniffer Santos

Por ser um bobo desvairado…

 

Ele tinha encontrado alguém. E ainda não sabia se havia sido na Rua 6 com a 9, no cortiço de Dona Nininha, no puteiro de Madame Boulevard. Mas era fato de que Ela já estava no seu bobo e desvairado coração.

Por conta disso havia penteado o cabelo no estilo mauricinho com gel e tudo mais. Não havia maços espalhados pela casa, garrafas vazias no canto, e deixou apenas a mostra as fitas-cassete de Djavan, Cazuza e Renato Russo.

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jun 11, 2011
Jeniffer Santos

Simpatia

 

Conheceram-se na aula de Filosofia. Resolveram estudar as teorias juntos nos finais de semana. Assim foram passando 5, 10, 15 dias. E não havia mais teoria para tantos encontros.

Já era fato, os sorrisos largos, os gostos similares, a vontade de estar junto. Mas ainda não era fato, o beijo, o abraço além da amizade construída no dia 5 de fevereiro.

Beatriz comprou um Guia de Horóscopo para saber em qual mês haveria de se concretizar os seus sonhos com Jorge.

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fev 21, 2011
Jeniffer Santos

Conto – Bobo desvairado 5

Conto aqui no Subindo no Telhado, por que é domingo

Acordou atordoado. E como sempre tudo –  fora –  no lugar.

Os maços, as garrafas, as fitas cassete.

Onde estaria a moça dos olhos de cigana?

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dez 9, 2009
Jeniffer Santos

microcontos

MicroConto1MicroConto2

Inspirações que surgiram para o twitter,  postando aqui no blog para que não se perca.

Corrigindo: Queria o tempo.Pois é o único que pode fazer do mais o menos e do menos o mais.

out 26, 2009
Jeniffer Santos

Bobo desvairado 4

1534

Quase 8 meses sem vinho, sem fumaça.

Havia largado a cachaça, as cinzas, porque tinha largado o amor?

Ou havia largado o amor, porque tinha largado a cachaça e as cinzas?

Sei que logo de cara, havia largado a primeira pessoa, o “eu”, e deixado novamente a terceira pessoa escrever por “ele”.

Não adiantavam mais as promessas, as palavras, nem mesmo o vinho.

Nada mais fazia sentido.

Era bobo, sim, desvairado ainda mais!

A rotina sufocava-o, era isso, a rotina! Por isso não havia mais cachaça, amor, cinzas, sentido.

O vinho, os maços, as ilusões, tinham virado rotina, e ele não queria mais nada disso.

O cego que agora vê, via demais.

E o que ele via, não era o que realmente queria ver.


“Bendito seja aquele que ama a rotina! Bobo e desvairado seja aquele que a odeia! Quem tu preferes ser, bendito ou bobo desvairado? Eu já sei quem prefiro ser…” (Bobo Desvairado)

Outras do Bobo Desvairado, leia!

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.a menina do telhado.

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