No bar com 2011 e 2012
Então, eu chamei 2011 para tomar umas cervejas e colocar o papo em dia. Quase que um balanço, retrospectiva, do que aconteceu durante todo esse longo e pesado ano.
Por ser um bobo desvairado…

Ele tinha encontrado alguém. E ainda não sabia se havia sido na Rua 6 com a 9, no cortiço de Dona Nininha, no puteiro de Madame Boulevard. Mas era fato de que Ela já estava no seu bobo e desvairado coração.
Por conta disso havia penteado o cabelo no estilo mauricinho com gel e tudo mais. Não havia maços espalhados pela casa, garrafas vazias no canto, e deixou apenas a mostra as fitas-cassete de Djavan, Cazuza e Renato Russo.
Simpatia

Conheceram-se na aula de Filosofia. Resolveram estudar as teorias juntos nos finais de semana. Assim foram passando 5, 10, 15 dias. E não havia mais teoria para tantos encontros.
Já era fato, os sorrisos largos, os gostos similares, a vontade de estar junto. Mas ainda não era fato, o beijo, o abraço além da amizade construída no dia 5 de fevereiro.
Beatriz comprou um Guia de Horóscopo para saber em qual mês haveria de se concretizar os seus sonhos com Jorge.
Conto – Bobo desvairado 5
Conto aqui no Subindo no Telhado, por que é domingo…
Acordou atordoado. E como sempre tudo – fora – no lugar.
Os maços, as garrafas, as fitas cassete.
Onde estaria a moça dos olhos de cigana?
microcontos
Inspirações que surgiram para o twitter, postando aqui no blog para que não se perca.
Corrigindo: Queria o tempo.Pois é o único que pode fazer do mais o menos e do menos o mais.
Bobo desvairado 4
Quase 8 meses sem vinho, sem fumaça.
Havia largado a cachaça, as cinzas, porque tinha largado o amor?
Ou havia largado o amor, porque tinha largado a cachaça e as cinzas?
Sei que logo de cara, havia largado a primeira pessoa, o “eu”, e deixado novamente a terceira pessoa escrever por “ele”.
Não adiantavam mais as promessas, as palavras, nem mesmo o vinho.
Nada mais fazia sentido.
Era bobo, sim, desvairado ainda mais!
A rotina sufocava-o, era isso, a rotina! Por isso não havia mais cachaça, amor, cinzas, sentido.
O vinho, os maços, as ilusões, tinham virado rotina, e ele não queria mais nada disso.
O cego que agora vê, via demais.
E o que ele via, não era o que realmente queria ver.
















