Ela foi feita pra superar
Menina moderna não sente medo
Da solidão.
Menina moderna não tem tempo
Pro amor ou pra fofoca.
Menina moderna não chora
Nem o leite derrama.
Menina moderna não assume
Mas sente.
Prazer em ser…

Diferente de você. Esse pensamento surgiu como algo novo para mim, mas depois me lembrei que era o nome de uma comunidade do Orkut. Pois bem, parece bobagem, porém resume muito bem um jogo muito vasto de sentimentos e reflexões que tive.
Nós mulheres, competidoras por natureza, vivemos nos comparando com tudo e todas. Qual é o cabelo mais bonito, qual é o namorado mais amoroso, qual é a cintura mais fina, enfim, nós estamos sempre de olho na grama do vizinho.
Este comportamento/distúrbio feminino provavelmente está intimamente ligado a um fator também muito recorrente entre as representantes deste sexo: insegurança. Não estou jogando as mulheres num grande balaio e dando para todas o mesmo rótulo. Há incríveis auto-estimas altas femininas no mercado, mas que a grande maioria é insegura isso eu acho que posso garantir.
Peça
Jogando descobriu que a peça certa se deixa encontrar naquele momento em que de tão cansado o olhar recai sobre ela assim… Despretensiosamente. Estava tudo desarranjado, um puzzle incompleto e desconexo, até que a silhueta de uma peça instigante chamou sua atenção na confusão das luzes. Mas é preciso testar, não dá pra ter certeza se a peça achada corresponde à parte que precisamos sem tentar encaixar. Tentou. Um sorriso rasgou o seu semblante numa naturalidade infantil e o “click” foi ouvido, comprovando a perfeição do encaixe. Era ela! A peça das reentrâncias e saliências perfeitas, tão discreta ali no vulto, tão discreta sendo só ela a espera do olhar certeiro da jogadora.
House of D – Reflexos da Amizade

Há sempre espaço para a leveza ainda que a vida tente provar o contrário.
Por um Triz – Sophia
Tem certas coisas que a gente só consegue enxergar quando se está em silêncio, e uma boa dose de domingo à tarde é bastante oportuna para tais divagações.
Adentre a sala e verás: sofá, brisa morna, solidão suficiente pra encher uma casa de cinco quartos e uma mulher tipicamente sem rumo em seus pensamentos, enquanto devora chocolate e chora.
Incrível como qualquer ação solitária na amplitude do lar vazio, ganha um tom depressivo quando uma de suas características é ser dominical. Era sempre assim com Sophia, e este domingo parecia ter a maior tarde de todas, infindável, na mesma dimensão da sua vontade de resolver tudo ali, exatamente naquele sofá, pois sua coragem não movia uma palha.


![Sad_little_heart____by_lhosford[1]](http://subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Sad_little_heart____by_lhosford1.jpg)














