Facebookmaníacos

Por que você adicionou fulana?”
“Quem é essa zinha ai no seu facebook?”
“Por que você está de trela com esse cara, quem é ele?”
“Por que você me excluiu?”
Nunca pensei em ouvir discussões com base no facebook.
Como assim uma rede social está interferindo na vida das pessoas?
Namoros estão terminando por causa do facebook, como assim?
Ê bagaceira. A vida virtual misturou-se com a real. Hoje casais e amigos brigam por questões facebooquianas. Mas minha gente, calma ai, realmente vale a pena brigar por conta de uma página virtual?
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O amor regenera
“Decepções não matam, ensinam a viver.”. Já dizia o poeta. Já alertara minha avó. Já ouvimos essa frase muitas vezes na vida e sempre em momentos em que a expectativa é frustrada pela realidade.
Quem nunca se decepcionou com um amigo, um amor, um livro, um filme ou o hambúrguer da Mc Donald’s que é mais saboroso por foto do que ao vivo? A vida é feita de decepções minha gente e junto às decepções, escolhas.
Escolhemos depois de um erro, nos resguardar para o próximo como um ato de proteção. Mas muitas vezes construímos muros, principalmente quando o assunto é o coração. Sempre que um amor acaba, um muro é criado pelo medo de uma nova decepção. E eu sei que você já disse em um momento aquela famosa frase: ‘Nunca mais vou me apaixonar!’. A gente tenta se enganar. A gente veste armaduras. A gente se fecha em nossas próprias ilhas e é difícil para alguém de fora conseguir nos encontrar.
Mas eis que a vida é aquele clichê da caixinha de surpresas e coloca-nos no caminho alguém persistente em tirar a nossa armadura, em remar contra a maré… E o que você faz? Foge? Corre? A gente corre no primeiro momento, pois o medo fala mais alto e diz: “Olha ai uma nova decepção!”. Só que o coração é meio tonho e na sua teimosia não ouve ninguém, bate mais forte, palpita descompassadamente como se fosse a primeira vez.
Esnobou, caiu de amores!

Ela o conheceu em uma festa, em uma daquelas baladinhas de final de semana em que as pessoas vão dispostas a dançar e beber demasiadamente como se o mundo fosse acabar.
E eis que em meio a goles de vodka ela olha para o lado e Ops, olha o gatinho reparando nela. Flerte? Ainda existe essa palavra? Enfim, rolou aquela troca de olhares e em menos de dois minutos, Uou! Aquele beijo de cinema com direito a variadas piruetas lingüísticas.
Nomes são trocados nos intervalos em que as bocas se separam, assuntos são comentados assim cautelosamente para quebrar o gelo e eis que em meio ao banal ele diz: “Queria te falar uma coisa… Tenho namorada. E aí, como ficamos?”.
Um singelo parêntese – ‘Queria te falar uma coisa’ já não é algo legal. Você já espera algo dar errado. É tipo um ‘Mas’ depois de uma declaração de amor. Mas enfim… Vamos voltar à historinha.
Passa o tempo e fica mais fácil esquecer
Tempo.
Tempo.
Tempo.
Tique Taque.
Taque Tique.
Depressa escorre pelos dedos.
Passa ligeiro pelos pêlos.
Arrepia quando os segundos correm.
Dá ansiedade quando os minutos voam.
E no passar dos dias nos sentimos cada vez mais atarefados.
Os dias são curtos para tantas obrigações.
As obrigações são tantas para um mês.
30 dias passam sorrateiros.
Meses passam como se fossem uma escada rolante em que nós somos meros coadjuvantes.
E o que dizer dos anos que passam trazendo rugas e a idade a cada novo tique taque?
A vida acontece, não avisa
A vida é feita de escolhas.
Escolhemos ir. Escolhemos ficar. Escolhemos partir. Escolhemos voltar. Escolhemos fugir. Escolhemos tantas coisas…
Assim como quem compra roupas, nós escolhemos o que chamamos de destino na vida.
Calma aê, tá me chamando de maluco?
Deixa eu tentar explicar minha teoria de escolhas para você que acredita em destino.
Em vez de destino eu acredito em escolhas. Sempre temos dois caminhos. Sempre podemos dizer um sim e um não. E isso cabe unicamente e exclusivamente a nós mesmos. Então se podemos tanto dizer um sim na hora do casamento, podemos dizer um não. E aí entra a minha teoria, a gente escolhe o nosso caminho.
Tudo bem que tem coisas que fogem do nosso controle e aparecem sem que antes tenhamos planejado. Há coisas implícitas e inexplicáveis, fato. Mas também há vontades, desejos, sonhos, esperanças…
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Decifrando os novos códigos de relacionamentos modernos
por Maurício Pascoal
Os relacionamentos mudaram.
Não são mais iguais ao de papai e mamãe e nem tem mais aquela história de mãos dadas na porta de casa.
Acorda fulaninha que o príncipe encantado não existe. O máximo que ele pode ser é um stalker no Facebook que vive te cutucando.
E falando em Stalker. Vamos tentar decifrar esse ser.
O Stalker seria mais ou menos aquele louco que te ama platonicamente e te segue em todos os lugares, nesse caso: lê o que você escreve no facebook, no twitter e ainda lê as redes dos seus amigos para saber onde você está e se está falando a verdade.
Stalker que se preze está em todas as redes sociais possíveis e está sempre perto do ser stalkeado, idolatrando, sonhando e amando.
Os stalkers possuem a insistente mania de cutucar no facebook que na verdade é o novo: Estou afim de você e ai, rola?
É tenso, eu sei. E não rola, mesmo. Não insistam!
A vida eletrônica definiu esses novos padrões de paquera e paixões.
Casais apaixonam-se por reblogagens no tumblr e fazem declarações de amor diante de milhões de desconhecidos no twitter.
Na balada o ‘me passa o seu telefone’ é o novo: Você tem facebook? E a espera da ligação no dia seguinte tornou-se ele te dar um ‘Oi’ no chat da rede social.
Surgiram também os eventos no facebook e tem um novo que eu já ri muito: “Bacanal dos amigos do Facebook” – Se você quer pegar alguém da sua timeline, você entra lá. E se a pessoa também estiver, ó, meio caminho andando.
Do virtual para o real, basta um me adiciona.
Do real para o nada mais, basta um bloquear e excluir.
É, simples assim. É fácil assim. É moderno assim.
‘A gente se esbarra por aí’ – É o novo, quem sabe a gente fica novamente.
‘A gente se adiciona’ – É o novo, vamos nos conhecer um pouco mais.
‘Te cutuquei’ – Tô afim de você!
‘Tô te seguindo’ – Te achei interessante e curto o que tu fala.
E então é isso ai, a gente se esbarra, se adiciona, se segue… Mas, por favor, não me cutuquem! rs
Maurício Pascoal
Sou desses que entra no cheque especial no fim do mês e que ainda pretende conhecer o mundo com uma mochila nas costas.




















