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fev 4, 2012
Cello Reed

Ser feliz…

Passado o êxtase das comemorações festivas de fim de ano – onde tudo parece se transformar num lindo conto de fadas, recheado de pura magia, encantos e final feliz – a rotina do cotidiano, enfim, nos faz encarar a dureza do mundo real.

O fato é que, hoje, acordei ansioso, um pouco nostálgico e pensativo quanto à felicidade; e essa combinação de emoções trouxe à tona uma série de lembranças, conversas e, consequentemente, indagações.
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out 25, 2011
Cello Reed

Horário de Barão

O que pensam os milhares de trabalhadores que cotidianamente saem para trabalhar antes mesmo do sol raiar? E o que dizem os que trabalham no comércio – que diariamente já são explorado tanto pela mais-valia quanto pelas horas excedentes nas suas jornadas de trabalho, da qual a grande maioria não recebem absolutamente nada?

É engraçado como os governos, em seus discursos, pregam e defendem o zelo pela democracia, mas as suas atribuições práticas não são condizentes e, em alguns casos, assumem posturas plenamente déspotas.  Qual será o conceito de democracia conhecido e utilizado pelos nossos governantes – quer no poder Executivo, Legislativo ou Judiciário?

Um plebiscito não seria a veia mais democrática para se resolver a questão em pauta? Ou a opinião pública não tem valor algum – para os detentores do poder – quando se pensam em tomar decisões que afetarão diretamente ao povo?

Não! São levadas em consideração sim. Isso pode ser percebido claramente na fala de Sua Excelência o Governado Jaques Wagner quando este diz que não vejo sentido de a Bahia ficar de fora, até porque o prejuízo para quem acorda muito cedo é compensado à noite.

Particularmente, prefiro nem comentar.

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out 16, 2011
Cello Reed

15 minutinhos…

365 dias sofremos com o desprezo social; 200 dias letivos somos explorados, violentados e humilhados… Tudo isso rapidamente esquecido para se viver uns 15 minutinhos de atenção.

Não precisamos e nem queremos, holofotes, fama ou glamour. Respeito e dignidade já se constituem um bom princípio.

Princípio… Isso é o que falta  na sociedade brasileira. A “pátria que me pariu” vem se deixando corromper a cada dia, um pouco mais… Abdicando, dessa forma, da sua moral.

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ago 16, 2011
Cello Reed

Paralisação Nacional da Educação. Um problema de todos!

Hoje, 16 de agosto de 2011, mais uma vez os profissionais de educação do nosso país paralisam suas atividades para reivindicar o cumprimento de direitos que já foram adquiridos por lei.

É incrível como esses profissionais – e a própria educação, no seu sentido mais amplo – são “supervalorizados” em nosso país. Primeiro tem que lutar para conseguir alguns direitos e benefícios básicos – facilmente alcançados e desfrutados em outros setores econômico/sociais – e em seguida tem que continuar lutando para poder fazer valer o direito outrora adquirido. Isso é o que podemos chamar de incentivo à educação.

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mai 1, 2011
Cello Reed

Buzão “nosso” de todos os dias

 

É lamentável olhar pra nossa sociedade e constatar que, hoje, precisamos de leis para tentar garantir pequenos direitos.  Benefícios que dependem tão somente da boa vontade e educação do outro. Dentre os vários, que poderíamos elencar aqui, quero refletir sobre a situação dos idosos nos transportes coletivos.

São humilhantes as situações vividas, cotidianamente, pelos idosos, em nosso país, que necessitam utilizar-se do serviço de transporte coletivo urbano.

A humilhação começa com o momento da espera nos pontos de paradas – que muitas vezes muitos motoristas não param o ônibus se virem um idoso sozinho; ou quando nos microônibus são proibidos de entrarem simplesmente porque a cota de passes já fora cumprida – perpassa pelo desrespeito e descaso dos condutores que não esperam esses idosos se acomodarem, arrastando o veículo bruscamente provocando tombos, ou, então, soltam-lhes piadas e insultos.

Essa situação agrava-se, ainda mais, com a má educação da grande maioria dos passageiros por dois motivos distintos: primeiro pelos que, fazendo uso indevido de um lugar, não dão a mínima para essas cansadas vidas – que tem que fazer malabarismo para sobreviver a uma viagem; segundo por aqueles que estão indiferentes à situação que está ocorrendo ao seu lado – agindo naturalmente como se tudo aquilo fosse normal ou como se não tivesse nada a ver com problema.

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mar 29, 2011
Cello Reed

VIVADANÇA Festival Internacional Ano 5

Vid’Arte

Dançar é tão simples como falar ao silêncio.

Não que falar ao silêncio seja algo simples…

Para falar ao silêncio precisa ser sensível e paciente…

Precisa-se entrar em conexão com ele…

Deixar-se envolver por ele… Senti-lo… Vivê-lo…

Assim é com a dança.

 

A dança transcende o simples balançar da matéria corpórea…

Dançar é mergulhar no universo profundo do seu próprio ser

E exprimir a essência da alma…

Dançar é falar ao silêncio com poemas e sonetos…

Dançar é transpor as barreiras do finito…

Dizendo tudo sem nada dizer…

 

Danço para encontrar-me comigo mesmo…

Para aprofundar-me em mim e alimentar o meu “eu”…

Simplesmente danço, danço, danço…

E convido-te a dançar também

A descobrir-se em ritmos, tons e som…

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mar 26, 2011
Cello Reed

Coisas da Vida – In Silence

Acompanhar as imagens da devastação ocorrida no Japão, em vários momentos, causou-me um estado de choque seguido por uma onda de sentimentos confusos, angustiantes e revoltantes…

Por alguns instantes sofri. Sofri intensamente. Mas não foi por ter me imaginado naquela situação – o que seria normal, uma vez que o espírito de solidariedade só é possível graças à capacidade que temos de nos colocar no lugar do outro –, pois isso me foi impossível. Sofri justamente por não conseguir me imaginar naquela situação; sofri porque com isso compreendi que a dor, o sofrimento e o desespero daquelas pessoas é algo imaginável; sofri pelo meu egoísmo – por não conseguir fazer a associação com o sofrimento alheio e por pegar-me, inconscientemente, agradecendo por não estar passando por tudo isso; sofri, também, pelo egoísmo alheio, pois a sociedade parece estar imune ao sofrimento dos seus; sofri naquele rápido instante; volto a sofrer ao relembrar daquelas cenas para poder traçar essas poucas linhas; sofrerei cada vez que precisar recordar para poder contar às futuras gerações…

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Páginas:12»

.a menina do telhado.

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