Cirurgia plástica não é banalidade

Não gostar do nariz “pisado pelo boi”, ou do nariz de Pinóquio, da barriguinha saliente, dos seios pequenos ou grandes demais, das pernas de sabiá, faz parte! Cada vez mais as pessoas não estão gostando do que ver no espelho, mas é algo compreensível. Vivemos no mundo em que a aparência tem muito valor, seja na hora de arrumar um emprego, ou um namorado (a) ou até mesmo na hora de se sentir bem.
A TV dita moda, comportamento, e beleza! Ser magra como a Gisele Bündchen, era tudo, hoje ser gostosa que nem a Priscila ex-BBB, é tudo! E para atingir o que queremos, vale de tudo, inclusive “cair no bisturi”.
Entre 2007 e 2008, 629 mil brasileiros fizeram cirurgia plástica, e 70% recorreram às cirurgias por razões estéticas. Em 2008, quase cem mil jovens no Brasil recorreram à cirurgia plástica por não gostar de algum detalhe do corpo, representando assim cerca de 13% dos pacientes. Em geral essas cirurgias são redução de mama, prótese de silicone, diminuição ou correção do nariz, lipoaspiração, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Em alguns casos, os adolescentes não podem fazer o procedimento porque o corpo ainda está em fase de desenvolvimento, então é preciso está atento a isso, e consultar um médico de confiança. Assim como fazer todos os exames necessários.
Fazer uma cirurgia plástica para muitos pode soar como algo fútil, banal, mas quem faz sabe, que não é. Em Janeiro desse ano, com 20 anos de idade, resolvi fazer redução de mama. Não gostava do que via no espelho, nenhuma roupa ficava bem, algo realmente me incomodava. Além disso, sofro de escoliose, e ter os seios desproporcionais ao corpo, prejudicava mais ainda a postura.
Perguntaram-me se tinha medo de fazer a cirurgia, mas não tinha. A vontade era imensa, então não existia o medo, só felicidade, e planos para comprar novas roupas, usar tudo aquilo que queria e não podia.
O pós-operatório, foi complicado para mim, ficar quase 1 mês sem tomar banho direito, tentar se acostumar com a nova postura (isso realmente doía), dormir de barriga para cima, não conseguir dormir( tive que tomar remédio por alguns dias), usar sutiã todo dia, sem tirar um segundo, isso tudo realmente foi difícil, mas depois de 1 mês, estava super contente, enfim me sentia melhor, podendo usar as roupas que sempre quis, postura nova, estava feliz comigo mesmo.
Fase complicada, mas que se deve ter bastante cuidado. O pós-operatório é essencial para não ficar com uma cicatriz feia. Não pegar peso, levantar os braços, evitar movimentos bruscos, tudo isso influencia na cicatriz.
Sinto-me bem melhor não só esteticamente falando, mas também por causa da postura, já fiz quiropraxia para ajudar mais ainda e em breve farei reeducação postural global (RPG), tratamentos indicados pelo cirurgião plástico.
Quem pretende fazer qualquer cirurgia plástica, procure com bastante cuidado a clinica, o médico, procure pessoas que já tenham feito, pesquise preços, não se enganem com os mais caros ou com os mais baratos. Respeitem o tempo do pós-operatório, façam todos os exames pedidos pelo médico antes de fazer a cirurgia.
O que realmente vale nisso tudo, é se sentir bem, se você não se sente bem com o nariz “pisado pelo boi”, ou o nariz de Pinóquio, a barriguinha saliente, os seios pequenos ou grandes demais, porque não recorrer a uma cirurgia? Sentir-se bem não é fútil nem banal, é algo essencial!

Foto após a cirurgia de redução de mama!
Links relacionados:
http://www.guiadaplastica.com.br/index.asp?Ir=area.asp&area=6&Pagina=textosTL.asp&texto=1076
http://www.cirurgiaplastica.org.br/publico/ultimas20.cfm
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Photo: “Tu, e somente tu, terá estrelas que sabem rir.”