Causos Soteropolitanos 2
Era um dia a tarde, ainda bem que o buzú não estava lotado. BusTV quebrado, tela toda escura. Só dava para ouvir a voz da mocinha que toda hora anunciava alguma coisa e em seguida tocava a música “Na base do beijo” de Ivete Sangalo. Isso se repetiu por três vezes! Três vezes!!!!!!!!!!! Eu não agüentava mais ouvir “comigo é na base do beijo, comigo é na base do amor”. E infelizmente tinha esquecido meu fone de ouvido em casa.
Mas eis que entra a salvação: um deficiente visual sanfoneiro que começou a tocar aqueles forrozins baum danado, de uma época maravilhosa, o São João. Logo ele virou a atração do buzú, e era impossível não ver uma perna ou cabeça balançando, ou um sorriso num canto da boca dos passageiros. E é claro o olhar curioso de uma criança, que mudou até de lugar para ver de perto aquela cena.
Incrível, ele tocar tão bem! Dando uma de psicóloga barata, imagino que com a perda da visão ele aprendeu a aprimorar outros sentidos, como a audição e o tato. E então eu penso do jeito que o mundo está, onde não temos mais o hábito de ouvir os outros, e muitos de tocar no outro, será que vamos ter que perder algo, para começar a aprimorar os nossos outros sentidos?
Ê Salvador que nos inspira, ensina e nos intriga.










É bom saber que numa cena comum pode, de repente, acontecer o extraordinário e nos inspirar para uma vida única e especial. Gosto muito desse seu cantinho, flor!
Beijos!
Sim, as circunstâncias nos ensinam a aprimorar mais os outros sentidos. Mas acho que não deve existir motivo. Todos são bastante úteis para nos enriquecer. E isso acaba encantando a todos ao redor, principalmente quando talentos assim são compartilhadas.
Acho bonito isso. A gente se inspira mesmo.
Quando peguei o busão aí, não tive outra sensação…
Beijo anjo.
Se cuida.
=)
Olá,
Passando para conferir as 9dades, matar as saudades e desejar uma bela páscoa e muita paz em sua vida.
Smack!
Edimar Suely
jesusminharocha2.zip.net