Rotinas Produtivas em Jornalismo Digital

outubro 28, 2009 · Posted in Vai um cafézinho?, jornalismo · 3 Comments 

Alunos e convidados discutem jornalismo digital

Alunos e convidados discutem jornalismo digital

Rapidez, imediatismo são características importantes nas rotinas produtivas do Jornalismo Digital. Assim como textos mais curtos, com interatividade e hiperlinks. Em sites de notícias, o leitor busca a cada atualização algo novo, e assim há uma preocupação por trás de quem produz esse conteúdo, de atender a demanda além de está sempre à frente dos concorrentes.

O editor de conteúdo on-line do A TARDE, Thiago Fernandes, chama atenção para essa busca excessiva por atualizações, como uma oposição ao jornalismo de qualidade. “Muitas vezes isso é uma armadilha para a gente acabar dando mais importância à velocidade de publicação, do que ao rigor da apuração de fato. Claro que é importante a gente ter informações mais rápidas, no entanto, nada disso pode ser desculpa para abrir mão do jornalismo, da qualidade de apuração”, disse Thiago.

Nos dias de hoje ainda há espaço para o jornal impresso?

Na era da internet e das novas mídias onde o acesso a informação é de graça em sites, blogs, ainda há lugar para o jornal impresso? Para Thiago, mudanças no modelo serão feitas para se adequar a nova realidade. “O impresso vai acabar dessa forma que conhecemos, vai deixar de ser totalmente aquilo, estamos caminhando muito rapidamente para transformar tudo numa coisa só, não vai ter mais diferença, não vai ter mais o conceito do jornal que vai ser publicado no dia seguinte”, opinou ele.

Hoje com o uso de mídias móveis como o celular, o jornalista de qualquer lugar, pode produzir e enviar textos, vídeos e fotos diretamente para redação, o que alimenta ainda mais a idéia do digital, deixando para trás o impresso. Então o que fazer para não perder os leitores? De acordo com o editor de mídia do Correio da Bahia, Gustavo Acioli, seduzir o leitor é algo importante. “Apresentar para ele informação relevante, que faça diferença para vida dele. Hoje o desafio dos jornais é tornar-se relevante, enquanto houver relevância, haverá sustentabilidade no negócio”, disse Acioli.

O editor de conteúdo on-line do A TARDE, Thiago Fernandes e o editor de mídia do Correio da Bahia, Gustavo Acioli, participaram no dia 22 de outubro de 2009 da Mostra de Mini-Sites de alunos de Jornalismo On Line, realizada pelo Transit (Núcleo Transdisciplinar de Comunicação e Tecnologia) e Curso de Comunicação Social da UNIJORGE.

“toda mafalda da primeira a última tira”

outubro 15, 2009 · Posted in Vai um cafézinho?, jornalismo · 1 Comment 

Nascida em Buenos Aires no ano de 1963, com o intuito de ser uma tira cômica para publicidade disfarçada de uma marca de eletrodoméstico, Mafalda, a menina atrevida, inteligente, foi criada por Joaquin Salvador Lavado, o Quino. O cliente da agência discordou da campanha e então Quino arquivou as primeiras tiras de Mafalda.
Mas no ano de 1964, Quino retirou Mafalda da gaveta para participar do Primera Plana, um importante semanário da Argetina. As publicações das tirinhas da Mafalda, passou por jornais argentinos, como El Mundo, e em 1965 foi lançado o primeiro album com todas as tiras publicadas no jornal.Em 1967, Quino assinou contrato com Siete Días, um semanário.Mafalda foi traduzida para varias linguas, como italiano, inglês,hebraico,dinamarquês e francês. E apareceu pela primeira vez no Brasil, numa revista de pedagogia no ano de 1970. De 1973 a 1977, Quino parou de produzir as tiras da Mafalda, e só voltou por conta de um pedido da ONU, para ilustrar a “Declaração dos Direitos da Criança”, com Mafalda e sua turma. Em 1981, são lançados no Brasil livros com as tirinhas da Mafalda.
E foi um desses livros, “toda Mafalda, da primeira a última tira”, que eu estou mergulhando no universo de Mafalda e seus amigos, Manolito, Filipe, Susanita e Miguelito. Já conhecia, mas de muito pouco, dos livros de português, quando tinha alguma tirinha para interpretação de texto e nada mais. Mas…o detalhe é, Mafalda não se interpreta, nem entende, Mafalda, a gente se junta a ela, concorda e ainda levanta a bandeira da menina contestadora, que não aceita o mundo como é, porque se uma criança de 7 anos, tem tanto para protestar, avalie nós…

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Cordel de Antônio Barreto

outubro 15, 2009 · Posted in Vai um cafézinho?, literatura · Comment 

A PROFESSORA QUE TROCOU A SALA DE AULA PELA BAIXARIA DO PAGODÃO

Autor: Antonio Barreto

Essa história na Internet

Foi deveras divulgada

E também pela Imprensa

Que não se fez de rogada

E agora a professora

Por muitos foi aclamada

Que me perdoe Jesus Cristo

Qualquer Santo, Barrabás

Mas acho que a professora

Quis mesmo ganhar cartaz

Na TV, na internet

Nas revistas e jornais.

Tudo isso aconteceu

Lá no tal do Malagueta

(Em Salvador da Bahia)

Onde existe só mutreta…

Foi aí que a professora

Quase monta na “lambreta”.

A “inocente” professora

Resolveu dançar pagode

Ao ritmo de uma banda

Onde a baixaria explode

Cujo nome é o “O Troco

Que nem o diabo pode.

Para não ser radical

Busquei a neutralidade

Transformando em cordel

Aqui em nossa cidade

A fala das professoras

Que têm credibilidade:

— Nossa música baiana

Que é tanto elogiada

Transformou-se em besteirol

E deixou desempregada

Uma jovem professora

Que dançou “toda enfiada”!

— Logo uma professora

De educação infantil

Resolve subir no palco

E mostrar seu bundaril

Ao som de “Todo Enfiado”

Na voz de Mário Brasil !

— Percebam que a professora

Não tem jeito de quem pensa…

Ela ficou bem feliz

Com o Ibope na Imprensa.

Mas será que a baixaria

É algo que recompensa?

— Empresários, radialistas

Jornalistas canibais

Usaram o Padre Pinto

De uma forma voraz

E agora é a Jaqueline:

Professora ineficaz.

— Agora qualquer bandido

Vagabundo, estuprador

Ladra, estelionatário

Sem caráter sem pudor

Já podem fazer sucesso

Na imprensa de Salvador.

— Não somente em Salvador,

No Brasil, no mundo inteiro

Muitos fazem armação

Por cartaz e por dinheiro

E uma parte da imprensa

Está virando puteiro.

— Quando falo em Imprensa

Sei que existe exceção.

Jornalistas e jornais

Expressivos da Nação

Trabalham com muita ética

Respeito e dedicação.

— Se ligamos a TV

Só vemos hipocrisia

Nas emissoras de rádio

Qualquer um se arrepia:

Radialistas de esportes

Mandam ver na baixaria.

— E prossegue o bacanal

Em programas, em novelas

Onde gente picareta

Logo está nas passarelas…

Que me digam os “big brother”

As “Chuchas”, as “Cicarelas”…

— O Sarney também “dançou”

No espelho do Senado

Com denúncias comprovadas

E não foi penalizado

Portanto, pró Jaqueline:

Estou sempre do seu lado…

— Parabéns para você

Minha doce professora

Que com 26 aninhos

É a grande detentora

De mestra mais conhecida

Dessa classe sofredora.

— Se fosse pesquisadora

Professora exemplar

Envolvida seriamente

Com a arte de educar

As rádios da baixaria

Não iriam endeusar.

— Parabéns pró Jaqueline

Com o sucesso alcançado

A armação foi perfeita

O jornal tá do seu lado.

Mas você desmoraliza

O nosso professorado.

— Gostei do jornal A Tarde

Que manteve a sua ética

Não deu vez a professora

Pagodeira, “analfabética”

Que usou a Educação

De maneira tão patética.

— Quero que ela ensine

Como podemos gravar

Uma cena bem erótica

E em seguida divulgar

Nos jornais, na internet

E depois ser pop star.

— Parabéns às emissoras

De rádio e televisão

Revistas, blogs e jornais

Que não deram atenção

A professora maluca

Que não ama a Educação

— Cuidado professorinha

Não se empolgue com a fama.

Todos querem te usar

Na imprensa e na cama.

E no fim de tudo isso:

Tu verás o mar de lama.

— A Jaqueline assumiu

Que estava embriagada:

Duas garrafas de uísque

E cervejinha gelada.

Só não sabemos se ela

Estava também “cheirada” !

— Jaqueline, minha amiga

Respeite Emilia Ferreiro

Bety Coelho, Olga Mettig

E todo grande celeiro

De professoras que honram

Nosso povo brasileiro.

— Respeite as educadoras

Da Rede Municipal

Escolas particulares

E da Rede Estadual

Curso pré-vestibular

Faculdades em geral.

Eu contemplo a hipocrisia

Para não ser execrado.

Vão dizer que sou careta

Caipira e ultrapassado.

Então deixo que o povo

Julgue o certo e o errado.

*Esse cordel foi recitado no Caruru dos 7 Poetas, dia 26/09 em Cachoeira/BA.

Fotografia,uma arma do bem.

novembro 13, 2007 · Posted in Fotografia, Vai um cafézinho?, jornalismo · 16 Comments 


Hoje, na aula de fotografia, como muitos de vocês aqui já sabem uma das minhas paixões, depois de analisarmos algumas fotos tiradas pelos meus colegas (as minhas infelizmente não saíram no filme, pois a maquina usada estava com defeito), o professor Bruno Pataro, uma pessoa por de mais han (vicio do professor)… Gente boa!Que tem uma louca mania de trocar os nomes dos alunos, me chama direto de Jéssica, passou para nós um documentário exibido na GNT (não lembro agora a data), sobre o fotografo brasileiro Sebastião Salgado ,intitulado” Espectros da Esperança”.Durante menos de 50 minutos viajei pelas imagens,depoimentos de Salgado .Eu não o conhecia, mas que bom que tive essa oportunidade e agora estou aqui para dividir com vocês.
Sebastião Salgado formado em Economia, aos 29 anos largou essa vida de economista para ser fotografo e tudo isso aconteceu após uma viagem à África em que levou uma maquina fotográfica emprestada da sua esposa Lélia Wanick Salgado. A marca dele é usar sempre imagem em preto e branco e fazer reportagens sobre a condição humana e social.Talvez isso seja pouco para que ele se destaque,afinal muitos fotografos fazem esse tipo de trabalho.Mas Salgado vai além de simplesmente fotografar problemas socias,ele quer que você sinta atraves das imagens dele,que acorde para uma realidade que existe ao seu lado e você não enxerga ou finge não enxergar.Por isso ele é odiado por muitos.Há aqueles que diz que ele expõem a pobreza,mas na verdade ele atraves de suas imagens está dando uma alerta para o mundo:” olha isso tudo aqui,essas pessoas,existem e precisamos fazer algo”.
No documentario ,o proprio Salgado diz que ele quer atraves das imagens capturadas que as pessoas digam SIM!Sim,essa realidade existe,não é fantasia e está proximo de mim ,e assim possam logo em seguida dizer NÃO!Não,eu não aceito viver sabendo que existem pessoas sob essa condição de vida,vou me mobilizar.
Esse é o objetivo de Salgado,ele diz que se não conseguir causar esse impacto nas pessoas,o seu trabalho não valerá nada.
Outro ponto que me chamou atenção no documentario foi o fato dele dizer que foi buscar algo diferente para tentar ajudar essas pessoas,ele não quer numeros nem estatisticas,mas sensações.Tentar alertar através de imagens,de sensações causadas por elas.O que de fato é muito mais valido,afinal de contas números são apenas números,em breve serão esquecidos,raros são as estatisticas que diminue,mas as imagens se tiver o poder de alerta como as de Salgado,ficaram gravadas nas mentes das pessoas que realmente se importam com a sociedade.
Estou aqui escrevendo,falando um pouco sobre o trabalho desse fotografo.Mas será que ele conseguiu me atingir,fez com que eu sentisse alguma coisa?
Sim,se não com certeza nem estaria aqui agora.As imagens capturadas por Salgado falavam comigo,os olhares das crianças me diziam algo,a cada imagem passada,elas não só me chocavam mas também,comunicavam-se comigo.
A foto da criança ao lado.Me diz:”olha eu to aqui,e apesar de viver onde eu vivo,eu tenho graça e beleza,talvez se tivesse uma oportunidade seria modelo,atriz”.Fantasia minha?Não…Foi essa a sensação que tive.Já a outra imagem ,logo abaixo ,eu vi um ar de futuro:”eu sei ler,escrever por que não ser professora”. O olhar delas são muito expressivos e me passam algo como: me olhem,me reconheçam,me aceitem,me ajudem.
Eu disse SIM,as imagens de Sebastião Salgado,a essa realidade mostrada por ele através de suas fotos.E agora eu quero dizer NÃO,eu não aceito,preciso e devo fazer alguma coisa.O que vou fazer?Vocês devem estar perguntando-se.Eu tenho planos,sonhos,sou estudante de Jornalismo,e apesar de tanta corrupção,parcialidade,sensacionalismo,eu acredito no Jornalismo,como um serviço prestado a sociedade.Espero junto com meus textos futuros e até mesmo esse agora,ajudar pessoas e praticar a responsabilidade social.Muitos vão dizer… você não sabe em que está se metendo.Um covio de cobras,um mundo sem mudanças.É por causa desses pensamentos que realmente nada acontece.Você quer desistir?Desista!Eu quero lutar,e vou a luta com as minhas armas!

Encontrei esse video no youtube com algumas fotos de Sebastião Salgado:

Para quem quiser saber mais um pouco sobre Salgado:

http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/
http://amazonasimages.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sebasti%C3%A3o_Salgado
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_985.html

O outro lado de mim.

outubro 18, 2007 · Posted in Vai um cafézinho?, jornalismo, literatura · Comment 

[...] -Sidney,você me disse que queria ser escritor mais do que qualquer outra coisa no mundo.
De repente,ele prendeu minha atenção.
-Isso foi ontem.
-E amanhã? ,
Olhei para ele,intrigado.
-O quê?
-Não sabe o que pode acontecer amanhã.A vida é como um romance,não é?Está cheia de suspense.Você não faz idéia do que vai acontecer até virar a página.
-Eu sei o que vai acontecer;nada.
-Você não sabe,sabe?Cada dia é uma página diferente,Sidney,e que pode estar cheia de supresas.Nunca vai saber o que virá a seguir até que a veja.
Pensei a respeito disso.
O que ele estava dizendo era verdade.Cada amanhã era como uma página seguinte de um romance. Dobramos a esquina e descemos uma rua deserta.
-Se quer realmente se suicidar,Sidney,eu compreendo.Mas odeio vê-lo fechar o livro tão cedo e perder toda a emoção da página seguinte,a página que você vai escrever.
Não encerre o livro tão cedo…Eu o estava encerrando cedo demais?Alguma coisa maravilhosa poderia acontecer amanhã. [...]

Do livro: O outro lado de mim-MEMÓRIAS,de Sidney Sheldon.

*Sim,amo os livros de Sidney Sheldon.
*Sim,eu chorei quando ele foi para o céu.
*Sim,deixei marcado esse dia na minha agenda.
*O outro lado de mim,foi o ultimo livro publicado dele,em 2006.

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