A TV fala demais!
Estou sentada (graças a Deus), quando entra um garotinho de aproximadamente 5 anos, ele logo é ajudado por um senhor, que o pega e coloca no colo, enquanto o responsável por ele não chega na frente do buzú. Logo quando o garotinho senta no colo do “tio”, fala:
-Hoje é o casamento de Maya.
O senhor ri descontroladamente e pergunta:
- É mesmo¿?
- É sim, daqui a pouco começa o casamento de Maya.
Quando ele disse a primeira vez, pensei que fosse algum parente dele, pensei até que ele estivesse indo a esse casamento. Até que a vó chegou perto, percebi que a senhora não estava arrumada para casamento e nem o garotinho.
Ele foi sentar no colo da vó e tornou falar no casamento de Maya.
Sim, vocês devem está falando: “menina do telhado, é o casamento da indiana da novela”. Mas ultimamente estou sem tempo para novelas (infelizmente).
Quando eu entendi, quem era Maya, ri demais por dentro. Um garotinho de apenas 5 anos, telespectador empolgado da novela das 21h da rede Globo. Seria engraçado, mas eu me perguntei logo: será que ele viu a cena de sexo de Bahuan e Maya? Que cena hein… Posição do KamaSutra e tudo mais.
Deixando o particular (garotinho) de lado e partindo para o geral, o fato é que, não adianta existir censura na TV (uma simples tarja indicativa sobre a partir de que idade pode-se ver determinado programa), se não existir censura em casa, com os pais de olho no que os filhos estão assistindo. E este fato, deve-se a desestruturação familiar, os pais passam mais tempo no trabalho, e pouco tempo com os filhos. Quantos jovens ficam em frente à TV, assistindo o que não devem, porque não tem quem os controle?
A TV hoje fala demais, é uma forte influencia no cotidiano das pessoas e a produção televisiva peca muitas vezes, pois alguns programas apelam para baixaria, palavrões e escândalos. O que deve voltar a acontecer é convivência familiar, a família como grande influenciadora e não a TV, como mãe e pai de muita gente.
Retirado do site Desligue a TV

Depois de ter comido um delicioso frango xadrez, resolvemos visitar um casal de amigos no Rio Vermelho. Um longo caminho, muitas sinaleiras. Muitas paradas.
Passando por uma rua, e olhando pela janela do carro, viajando no (caos) pensamento, vi umas cinco crianças e duas mulheres grávidas sujas, sentadas na calçada na rua… Pensei comigo mesma, “meu Deus, de onde vieram tantas?”
E logo em seguida, uma sinaleira, uma parada… Uma batida de leve no vidro do carro era uma menina de mais ou menos cinco anos de idade, nem deu tempo abrir o vidro, porque o sinal já havia aberto, e aí vocês sabem né… Buzinas altas, o povo apressado e estressado da capital.
A menina já havia saído correndo. E então minha mãe disse:
- olha quantas crianças ali, vocês viram?
Eu e uma amiga, dissemos que sim…
E minha mãe completou:
- há algo de errado nesse mundo!
Eu olhando em direção a menina que já havia encontrado com outra da mesma idade, pensei: se puder colocar o “algo”, no plural, para “algoS”, então posso concordar com você!
Abrindo um grande parêntese: (-Algo: pron. Indefin. 1-alguma coisa; adv. 2- um pouco, um tanto – Algos: s. m. pl., 1- bens, haveres.)
Há alguns bens nesse mundo que está no lugar errado!
[DIA 5 DE OUTUBRO, VOTE, EXERCA O SEU DEVER DE CIDADÃO PARA PODER COBRAR MAIS TARDE OS SEUS DIREITOS!]
Mac Amasso Feliz
E não foi difícil perceber logo de cara, um casal há duas mesas da minha, um sentado do lado do outro, só que de frente (deu para entender?). No “mó love!”. No mó “mac amasso feliz”.Que lindo não…até que eles começaram a se beijar sem parar.A “salinha do MAC”,começou a encher e como era de costume,muitas mães com crianças.E o casal? Continuava no “bem-bom”, são livres e adultos né?!
Mas aquilo realmente começou a incomodar todos em volta, porque a moça já estava quase sentada em cima do rapaz. E sabe aqueles estalinhos de beijos? Pois é… Davam para ser ouvidos.
Então começou o “burburinho”…
-Que coisa feia…!
-Né possível, que eles não estão vendo crianças no ambiente.
-Que falta de respeito!
Tinha um menino de mais ou menos 5 anos de idade,com sua mãe,super concentrado no seu MAC Lanche Feliz,e seu brinde super esquisito de algum desenho louco que está super famoso na tv…Mas advinha o que chamou mais atenção dele? O “MAC amasso feliz” do casal!
O menino não parava de olhar…

-Olhe para cá filho, que é feio fazer isso na frente dos outros!
Ele obedeceu a mãe, mas sempre que podia disfarçava e olhava.E então se não bastasse olhar,começou a apontar…Então a mãe resolveu tomar uma atitude,chamou a garçonete e disse:
-Sei que é um lugar publico, que não é proibido, mas tem muitas crianças no ambiente,meu filho não para de olhar.Por favor,tomem uma atitude!
A garçonete foi até a supervisora e falou, que foi até o casal…
-Licença! – O casal concentrado num super beijo- Licença, por favor!
Até que o casal olhou para a moça…
- Desculpe, mas apesar de ser um lugar publico vocês estão incomodando, pois tem muitas crianças no local, queria pedir para que se retirassem,por favor…
-Não, tudo bem…! – falou o rapaz.
Foi notável que a mulher que estava acompanhada dele, só faltou enfiar o rosto embaixo do braço do rapaz, ficou vermelha…
-Agora ela fica com vergonha né?! – disse eu a uma moça do meu lado.
- Pois é… Deveria ter ficado antes de começar!
Eles se ajeitaram e saíram do local. A mãe que havia reclamado com a garçonete disse:
-A gente fica com medo de falar porque acaba se achando errado, mas aqui é um local freqüentado por famílias. Há muitas crianças. Eles têm que ver isso…
Pois é… Concordo, não há nada que diga que é proibido beijar em publico, andar de mãos dadas ou coisas do tipo… Mas tudo tem que ter um limite né?Acredito que se sua liberdade começa a “ferir”, ou melhor, interferir na liberdade do outro, já não é liberdade, é um roubo quase que a mão-armada, estão lhe tirando algo. Deve sempre existir o equilíbrio, temos que saber até que ponto podemos ir, até que ponto devemos agir e respeitar o próximo,(por mais que pareça chavão e coisa de religiosos).Liberdade é saber respeitar,é saber ter bom senso.
****Agora me perguntem: Aparentemente quantos anos, tinha esse casal, menina do telhado?
Ohh meus queridos, dou para o “rapaz” seus quase 40 anos, e para a “moça”, seus quase 30. Se fosse adolescente diríamos: “é o fogo da juventude, os jovens não sabem o que fazem”, mas para esse caso diremos o que?
Corre que lá vem o buzú…
É a agonia do dia-a-dia de quem precisa chegar cedo ao trabalho, escola, a algum lugar.
A vida dos brasileiros e principalmente dos baianos é uma verdadeira correria contra o relógio. Estações de ônibus lotadas, motoristas que não param no ponto certo… E aí haja corre-corre.
Entrando no ônibus há quem aproveite para fazer amizades, tirar uma soneca, escutar um som, ler um livro, estudar e há também aqueles que estão de mau humor, e só querem que essa viagem de ônibus com tanto empurra-empurra e gruda-gruda acabe logo.
Então quando menos espera, o sono é interrompido, o estudo também e até o mau humor.
É que entrou alguém querendo chamar atenção: é 4 jujubas por 1 real,é balinha de menta que alivia a garganta,é chocolate que só na mão dele é 50 centavos,é um minutinho para a palavra do senhor,é uma ajudadinha para um ex-viciado e tantas outras coisas.
Tem horas que chega a ser engraçado algumas situações como essas,pois tem rima,tem música,vários artifícios para prender a nossa atenção.Mas pensando bem é a realidade daqueles que não tiveram uma oportunidade melhor na vida.
É vontade de trabalhar, é necessidade de emprego!
A vida não é fácil, às vezes ela é amarga, a viagem no buzú é longa, mas enquanto não chega seu ponto, dá para ir adoçando a vida com alguma jujuba, que é só 4 por 1 real,ou ir pedindo forças a Deus ,com o minutinho da palavra do senhor, para seguir em frente nessa vida.
Sim, todos os dias eram iguais, desde o verão passado.Bete sai de casa às 8 horas e as 10, está em cima do mini-trio daquele titulo de capitalização que faz maior sucesso na cidade. Usa um short curto vermelho, com um top azul, de tênis, cabelos longos e cacheados sempre molhados. O sol é escaldante e Bete com aquele sorrisão largo estampado no rosto,rebola,vira e mexe ,solta beijos, para aqueles tarados da construção e para os bêbados dos bares em ruas por onde passa o mini-trio.
Na hora do almoço, é quase sempre misto requentado e aqueles sucos de caixinha. Dá graças a Deus quando chega a tarde e o calor diminui. É sempre a mesma música, a mesma dança, o mesmo sorriso no rosto. Parece que gosta, vai ver até gosta, não sei. Os homens gostam, as mulheres olham com despeito, as senhorinhas acham uma pouca vergonha. E Bete?Bem… Bete não liga, mas Bernadete sim.
Bernadete usa popa no cabelo, saias compridas, blusas de manga, têm filhos, esposo e freqüenta a igreja todas as noites. Bete e Bernadete nunca se encontram, mas os vizinhos, a sociedade encontram-nas, principalmente nas conversas diárias de quem não tem o que fazer.
.elo eterno.
Mais fotos: www.flickr.com/photos/subindonotelhado
Do telhado eu vejo e sinto———————
“Essa noite eu só queria um colo e o aconchego confortável de sua presença, porque tenho frio e cansaço, e minha alma criança reclama abrigo e descanso. Essa noite eu não posso fazer poesia nem flutuar nas palavras, porque o imenso peso da minha angústia me prende numa gravidade onde só quero derramar tristeza. Essa noite eu não enxergo mais nenhuma estrela nem ouço mais nenhum conselho bonito, porque tudo em mim é doloroso, e toda lembrança vira martírio”.
Menina Lunar – http://meninalunar.blogspot.com/










Photo: “Tu, e somente tu, terá estrelas que sabem rir.”