Alice no País das Maravilhas
Falar com animais, cartas de baralho, viajar por um mundo fantástico, uma hora ser do tamanho de um coelho, numa outra ter o tamanho normal de uma menina de 7 anos de idade . Isso é o que podemos falar de Alice sem fazer grandes análises.
Alice no país das maravilhas é um clássico literário inglês escrito pelo professor de matemática Charles Lutwidge Dodgson que assinou a obra com o pseudônimo de Lewis Carroll. Alice cai numa toca de coelho e lá vive aventuras em um mundo surreal, e sempre esticando e encolhendo de tamanho.
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Se não gosta… não veja!
Besouro – O Filme (Besouro)
Elenco: Aílton Carmo (Besouro), Anderson Santos de Jesus (Quero-Quero), Jessica Barbosa (Dinorá), Flavio Rocha, Irandhir Santos, Macalé, Leno Sacramento, Chris Vianna, Sérgio Laurentino, Adriana Alves, Miguel Lunardi.
Direção: João Daniel Tikhomiro
Roteiro: Patrícia Andrade
Besouro conta a história de um capoeirista, Manoel Henrique Porteira, nascido em Santo Amaro da Purificação na Bahia, que no ano de 1920 recebeu do seu mestre, Alípio, o dever de continuar a luta contra as injustiças cometidas aos negros. A idéia de filmar um pouco da vida desse homem considerado o maior capoeirista de todos os tempos, surgiu quando o diretor João Daniel Tikhomiro leu o livro Feijoada no Paraíso de Marco Carvalho.
O filme foi visto nas duas primeiras semanas de exibição por 240 mil pessoas levadas até o cinema pela curiosidade. Todos queriam saber quem era o capoeirista que “avuava” na telona graças aos efeitos do chinês Huen Chiu Ku, responsável pelas cenas de luta do filme Kill Bill entre outros sucessos internacionais.
Para mim o fato dele “avoar” é o mínimo nisso tudo. O filme é rico em história da capoeira, da resistência dos negros, do candomblé, conta uma parte da grande luta dos negros na valorização da sua etnia e cultura.
A presença mágica dos orixás junto com as imagens da cidade de Igatu (BA) leva para o filme o que a Bahia tem de melhor, beleza, cultura e religiosidade. A fotografia do filme, feita pelo equatoriano Enrique Chediak, é perfeita, desde as lutas de capoeira até o besouro voando entre as barracas na feira.
Se você não gosta de candomblé, capoeira, não vá para o cinema ver Besouro, não estamos precisando de mais pessoas que não valorizam e não sabem respeitar as outras culturas. Por outro lado se você se acha capaz de relativizar, dê uma olhadinha e repense suas idéias. É hora de começarmos a valorizar produções brasileiras principalmente aquelas que contam a história do Brasil, dos heróis brasileiros.
— A voz de Exú é horrível, o efeito não ficou bom, quebrou todo o encanto da caracterização; É verdade há poucas cenas de luta; O personagem Besouro passa mais tempo na “floresta”, do que lutando ou “aprontando” contra o coronel.
+++ A voz que narra alguns momentos históricos, e cenas do filme é do ator Milton Gonçalves. Na trilha sonora tem Gilberto Gil e Nação Zumbi (tô doida por essa música).
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Linguagem nossa de cada dia
Depois de uma conversa com alguns amigos, na hora da despedida, ao invés do conhecido, “até logo”, foi dito por um deles, “Namastê”. A única reação na hora foi rir, e como resposta, dizer, “né brinquedo não”.
Foi então que parei para pensar, o quanto somos influenciados pela mídia. Não somente, no quesito moda e comportamento, mas também na linguagem, além de ditar os assuntos diários das rodas de amigos, a televisão dita de que forma esta conversa é exposta, através de bordões e palavras estrangeiras que ouvimos em programas de entretenimento e principalmente nas telenovelas. Sem dúvidas, o personagem que possui um bordão, é inserido no elenco em busca de audiência, visto que carrega humor, o que atrai a maioria do público que assiste as telenovelas.
Em geral os bordões são criados a partir de conversas informais, da periferia, de cidades do interior, de lugares que possuem uma linguagem própria desconhecida pela maioria da população e até mesmo de expressões já conhecidas, que são adaptadas com uma sonoridade e gestos, para chamar atenção, como exemplo o “né brinquedo não”, bordão da personagem Dona Jura, interpretada pela atriz Solange Couto da novela O Clone, da Rede Globo, que é uma adaptação de “Não é brincadeira”.
Essas novas expressões atraem o público não só pelo humor, mas também pela identificação com os personagens, e são usadas para se expressar em várias situações. O que acaba tornando a televisão uma grande indústria cultural, que cria e recria moda, comportamento e linguagem.
Hoje, devido ao sucesso, da novela “Caminho das Indias” da Rede Globo, escrita por Gloria Perez, é impossível não ouvir um “Namastê” (bom dia, boa tarde ou boa noite), ou um “tik tik”(sim,sim),é a cultura indiana invadindo a conversa dos brasileiros, graças a influência midiática.E assim aconteceu também com a novela O Clone, que também foi escrita por Gloria Perez, onde a cultura mulçumana, tomou conta do cotidiano brasileiro, expressões como “Inshalá”, ao invés de “Se Deus quiser” eram ditas enquanto a novela esteve no ar e algum tempo depois do final.
Esse empréstimo de outra língua para que possamos fazer uso no dia-a-dia, nada mais é uma ligação entre identidades culturais, povos e políticas diferentes. Conhecemos através da televisão os costumes de povos que talvez nunca fossemos conhecer, a não ser por reportagens especiais em algum programa jornalístico, que teria caráter informativo. Nunca por causa de uma reportagem, conheceríamos e fixaríamos o idioma de outro povo, como acontece com o uso do estrangeirismo nas telenovelas.
O estrangeirismo tem o lado positivo, se for usado como forma de conhecimento de outras culturas, o que acontece quando é inserido no contexto de uma novela, e não como uma forma de absorver uma cultura para o cotidiano, querendo viver de acordo com o padrão de vida daquele povo. Como exemplo dessa absorção,vemos a cultura norte-americana, o estrangeirismo norte-americano tomou conta do cotidiano dos brasileiros, de modo que hoje, quase tudo é pensando com base no modelo norte-americano.
Atchá (Tudo bem), juntando os vários sotaques brasileiros, mais os bordões e estrangeirismos mostrados nas novelas, criamos a linguagem nossa de cada dia para diferenciar e até mesmo divertir os nossos diálogos.
A televisão é uma grande fábrica de influências, a novela, como um produto dessa fábrica, não serve somente como entretenimento, com personagens engraçados e cheios de bordões, mas também para enriquecer a nossa cultura. Talvez não vamos conseguir tirar dos bordões nada mais do que humor, to certa ou to errada? Mas devemos enxergar pelo menos, o estrangeirismo como uma forma de enriquecimento da nossa linguagem, já que através dele conhecemos um pouco da cultura de outra sociedade.
Somos realmente livres?
O caso da professora baiana que apareceu dançando em uma casa de show de Salvador repercutiu durante todo o dia 27 de agosto, na mídia local impressa e televisiva assim como no twitter.
Questionei-me logo, somos eternos professores, jornalistas, médicos, advogados? Acredito que não… Antes de escolhermos uma profissão, somos seres humanos livres para fazer o que quisermos.
Não podemos “sair da linha”, extravasar? Claro que sim!
Ninguém quer viver travado, moldado, todos somos donos da nossa vida.
O fato é que hoje vivemos vigiados por câmeras e seus donos estão sedentos por um vídeo quente para “bombar” na internet. As pessoas passaram a vigiar uns aos outros para expor na rede a intimidade alheia.
Os usuários da internet continuam ainda usando-a de maneira incorreta. É claro que somos livres também para usá-la da maneira que quisermos, mas não colocando em risco a vida de alguém, não expondo nenhuma pessoa ao ridículo.
E nem me digam, que as pessoas deveriam tomar cuidado com o que fazem por aí… Pelo amor de Deus, vamos viver para sempre com medo de “sair da linha”, porque alguém pode estar nos filmando?
Falta aos seres humanos vergonha na cara, respeito ao próximo, ética.
Você que está lendo agora, não vá me dizer que nunca “saiu da linha”… Sua sorte caro leitor foi não ter uma câmera por perto!
*Obs: o texto acima é a minha opinião sobre esse turbilhão de videos, fotos, que surgem na internet expondo alguém de maneira indevida. Não só o caso da professora mas também de meninas que tem imagens espalhadas na net por ex-namorados e similares. A questão que quero levantar é as pessoas usando a imagem alheia de forma indevida, levando a prejuízos.
Links relacionados:
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34341&mdl=29
A TV fala demais!
Estou sentada (graças a Deus), quando entra um garotinho de aproximadamente 5 anos, ele logo é ajudado por um senhor, que o pega e coloca no colo, enquanto o responsável por ele não chega na frente do buzú. Logo quando o garotinho senta no colo do “tio”, fala:
-Hoje é o casamento de Maya.
O senhor ri descontroladamente e pergunta:
- É mesmo¿?
- É sim, daqui a pouco começa o casamento de Maya.
Quando ele disse a primeira vez, pensei que fosse algum parente dele, pensei até que ele estivesse indo a esse casamento. Até que a vó chegou perto, percebi que a senhora não estava arrumada para casamento e nem o garotinho.
Ele foi sentar no colo da vó e tornou falar no casamento de Maya.
Sim, vocês devem está falando: “menina do telhado, é o casamento da indiana da novela”. Mas ultimamente estou sem tempo para novelas (infelizmente).
Quando eu entendi, quem era Maya, ri demais por dentro. Um garotinho de apenas 5 anos, telespectador empolgado da novela das 21h da rede Globo. Seria engraçado, mas eu me perguntei logo: será que ele viu a cena de sexo de Bahuan e Maya? Que cena hein… Posição do KamaSutra e tudo mais.
Deixando o particular (garotinho) de lado e partindo para o geral, o fato é que, não adianta existir censura na TV (uma simples tarja indicativa sobre a partir de que idade pode-se ver determinado programa), se não existir censura em casa, com os pais de olho no que os filhos estão assistindo. E este fato, deve-se a desestruturação familiar, os pais passam mais tempo no trabalho, e pouco tempo com os filhos. Quantos jovens ficam em frente à TV, assistindo o que não devem, porque não tem quem os controle?
A TV hoje fala demais, é uma forte influencia no cotidiano das pessoas e a produção televisiva peca muitas vezes, pois alguns programas apelam para baixaria, palavrões e escândalos. O que deve voltar a acontecer é convivência familiar, a família como grande influenciadora e não a TV, como mãe e pai de muita gente.
Retirado do site Desligue a TV











estou lendo "Comer, Rezar, Amar"