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out 15, 2009
Jeniffer Santos

Linguagem nossa de cada dia

novela-2Depois de uma conversa com alguns amigos, na hora da despedida, ao invés do conhecido, “até logo”, foi dito por um deles, “Namastê”. A única reação na hora foi rir, e como resposta, dizer, “né brinquedo não”.
Foi então que parei para pensar, o quanto somos influenciados pela mídia. Não somente, no quesito moda e comportamento, mas também na linguagem, além de ditar os assuntos diários das rodas de amigos, a televisão dita de que forma esta conversa é exposta, através de bordões e palavras estrangeiras que ouvimos em programas de entretenimento e principalmente nas telenovelas. Sem dúvidas, o personagem que possui um bordão, é inserido no elenco em busca de audiência, visto que carrega humor, o que atrai a maioria do público que assiste as telenovelas.
Em geral os bordões são criados a partir de conversas informais, da periferia, de cidades do interior, de lugares que possuem uma linguagem própria desconhecida pela maioria da população e até mesmo de expressões já conhecidas, que são adaptadas com uma sonoridade e gestos, para chamar atenção, como exemplo o “né brinquedo não”, bordão da personagem Dona Jura, interpretada pela atriz Solange Couto da novela O Clone, da Rede Globo, que é uma adaptação de “Não é brincadeira”.
Essas novas expressões atraem o público não só pelo humor, mas também pela identificação com os personagens, e são usadas para se expressar em várias situações. O que acaba tornando a televisão uma grande indústria cultural, que cria e recria moda, comportamento e linguagem.
Hoje, devido ao sucesso, da novela “Caminho das Indias” da Rede Globo, escrita por Gloria Perez, é impossível não ouvir um “Namastê” (bom dia, boa tarde ou boa noite), ou um “tik tik”(sim,sim),é a cultura indiana invadindo a conversa dos brasileiros, graças a influência midiática.E assim aconteceu também com a novela O Clone, que também foi escrita por Gloria Perez, onde a cultura mulçumana, tomou conta do cotidiano brasileiro, expressões como “Inshalá”, ao invés de “Se Deus quiser” eram ditas enquanto a novela esteve no ar e algum tempo depois do final.
Esse empréstimo de outra língua para que possamos fazer uso no dia-a-dia, nada mais é uma ligação entre identidades culturais, povos e políticas diferentes. Conhecemos através da televisão os costumes de povos que talvez nunca fossemos conhecer, a não ser por reportagens especiais em algum programa jornalístico, que teria caráter informativo. Nunca por causa de uma reportagem, conheceríamos e fixaríamos o idioma de outro povo, como acontece com o uso do estrangeirismo nas telenovelas.
O estrangeirismo tem o lado positivo, se for usado como forma de conhecimento de outras culturas, o que acontece quando é inserido no contexto de uma novela, e não como uma forma de absorver uma cultura para o cotidiano, querendo viver de acordo com o padrão de vida daquele povo. Como exemplo dessa absorção,vemos a cultura norte-americana, o estrangeirismo norte-americano tomou conta do cotidiano dos brasileiros, de modo que hoje, quase tudo é pensando com base no modelo norte-americano.
Atchá (Tudo bem), juntando os vários sotaques brasileiros, mais os bordões e estrangeirismos mostrados nas novelas, criamos a linguagem nossa de cada dia para diferenciar e até mesmo divertir os nossos diálogos.
A televisão é uma grande fábrica de influências, a novela, como um produto dessa fábrica, não serve somente como entretenimento, com personagens engraçados e cheios de bordões, mas também para enriquecer a nossa cultura. Talvez não vamos conseguir tirar dos bordões nada mais do que humor, to certa ou to errada? Mas devemos enxergar pelo menos, o estrangeirismo como uma forma de enriquecimento da nossa linguagem, já que através dele conhecemos um pouco da cultura de outra sociedade.

out 15, 2009
Jeniffer Santos

Cirurgia plástica não é banalidade

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Não gostar do nariz “pisado pelo boi”, ou do nariz de Pinóquio, da barriguinha saliente, dos seios pequenos ou grandes demais, das pernas de sabiá, faz parte! Cada vez mais as pessoas não estão gostando do que ver no espelho, mas é algo compreensível. Vivemos no mundo em que a aparência tem muito valor, seja na hora de arrumar um emprego, ou um namorado (a) ou até mesmo na hora de se sentir bem.

A TV dita moda, comportamento, e beleza! Ser magra como a Gisele Bündchen, era tudo, hoje ser gostosa que nem a Priscila ex-BBB, é tudo! E para atingir o que queremos, vale de tudo, inclusive “cair no bisturi”.

Entre 2007 e 2008, 629 mil brasileiros fizeram cirurgia plástica, e 70% recorreram às cirurgias por razões estéticas. Em 2008, quase cem mil jovens no Brasil recorreram à cirurgia plástica por não gostar de algum detalhe do corpo, representando assim cerca de 13% dos pacientes. Em geral essas cirurgias são redução de mama, prótese de silicone, diminuição ou correção do nariz, lipoaspiração, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Em alguns casos, os adolescentes não podem fazer o procedimento porque o corpo ainda está em fase de desenvolvimento, então é preciso está atento a isso, e consultar um médico de confiança. Assim como fazer todos os exames necessários.

Fazer uma cirurgia plástica para muitos pode soar como algo fútil, banal, mas quem faz sabe, que não é. Em Janeiro desse ano, com 20 anos de idade, resolvi fazer redução de mama. Não gostava do que via no espelho, nenhuma roupa ficava bem, algo realmente me incomodava. Além disso, sofro de escoliose, e ter os seios desproporcionais ao corpo, prejudicava mais ainda a postura.

Perguntaram-me se tinha medo de fazer a cirurgia, mas não tinha. A vontade era imensa, então não existia o medo, só felicidade, e planos para comprar novas roupas, usar tudo aquilo que queria e não podia.

O pós-operatório, foi complicado para mim, ficar quase 1 mês sem tomar banho direito, tentar se acostumar com a nova postura (isso realmente doía), dormir de barriga para cima, não conseguir dormir( tive que tomar remédio por alguns dias), usar sutiã todo dia, sem tirar um segundo, isso tudo realmente foi difícil, mas depois de 1 mês, estava super contente, enfim me sentia melhor, podendo usar as roupas que sempre quis, postura nova, estava feliz comigo mesmo.

Fase complicada, mas que se deve ter bastante cuidado. O pós-operatório é essencial para não ficar com uma cicatriz feia. Não pegar peso, levantar os braços, evitar movimentos bruscos, tudo isso influencia na cicatriz.

Sinto-me bem melhor não só esteticamente falando, mas também por causa da postura, já fiz quiropraxia para ajudar mais ainda e em breve farei reeducação postural global (RPG), tratamentos indicados pelo cirurgião plástico.

Quem pretende fazer qualquer cirurgia plástica, procure com bastante cuidado a clinica, o médico, procure pessoas que já tenham feito, pesquise preços, não se enganem com os mais caros ou com os mais baratos. Respeitem o tempo do pós-operatório, façam todos os exames pedidos pelo médico antes de fazer a cirurgia.

O que realmente vale nisso tudo, é se sentir bem, se você não se sente bem com o nariz “pisado pelo boi”, ou o nariz de Pinóquio, a barriguinha saliente, os seios pequenos ou grandes demais, porque não recorrer a uma cirurgia? Sentir-se bem não é fútil nem banal, é algo essencial!

DSC00089

Foto após a cirurgia de redução de mama!

Links relacionados:

http://www.guiadaplastica.com.br/index.asp?Ir=area.asp&area=6&Pagina=textosTL.asp&texto=1076

http://www.cirurgiaplastica.org.br/publico/ultimas20.cfm

out 15, 2009
Jeniffer Santos

Twitter um vício informativo

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O twitter está no auge da fama, sempre citado na imprensa, usuários famosos criando contas. Tudo vem ou sai do twitter. A declaração de que o técnico esta saindo do time, o número do celular de algum famoso, campanhas “fora Sarney”, “não ao internet Explorer”.
Em junho de 2009, os brasileiros alcançaram 15% da população que acessa o twitter em casa e 10,5% no trabalho. São 140 caracteres de informação, de debate, de desabafo, de divulgação.
Você no twitter não aceita alguém porque tem um rostinho bonito e fotos legais no álbum, você segue alguém no twitter porque acredita que esta pessoa pode lhe passar algo construtivo. Há troca de links, retuita-se o que acha realmente interessante para você. Isso mesmo PARA VOCÊ(em primeiro lugar)!
O twitter antes de qualquer coisa é sim um monólogo. Você lê algo acha que tem um valor, e coloca no twitter, se as outras pessoas vão ou não concordar, já é outra coisa, por isso antes de se tornar um diálogo, ou até mesmo um debate, o twitter é um monólogo.
E esse monólogo tem-se tornado um vício, mas daqueles bons. Há ainda quem responda fielmente a pergunta “What are you doing?”, mas digamos que quase 80% do conteúdo é informação. Informação vinda de sites, comentários sobre notícias divulgadas na TV, no rádio, mas principalmente, e esse é o bom do twitter, a informação vinda de um blogueiro lá de Curitiba, ou de um estudante que está preso no engarrafamento da Av. Paralela em Salvador.
É…o twitter deu voz há muita gente, inclusive para aqueles que já tinham, mas que acabaram encontrando um meio mais direto para falar com os fãs, os eleitores, ou os clientes. Tornou-se um vício informativo, notícias de toda parte do mundo, sobre vários temas que já foram divulgados ou não na mídia.

[E sabe o que vou fazer agora? Publicar o endereço desse post no twitter, um meio de divulgação fácil e rápido.]

Links relacionados:

http://info.abril.com.br/noticias/internet/brasileiros-sao-os-que-mais-visitam-twitter-14072009-53.shl

http://schiratodesk.blogspot.com/2009/08/pesquisa-confirma-adolescentes-nao.html

out 15, 2009
Jeniffer Santos

Longe do portão de casa

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Comida feita na hora com todo carinho e sabor caseiro, sem contas para pagar, sem alguém para te acordar todos os dias, casa limpa, alguém para te acompanhar no médico, no dentista. Enfim, uma família, uma vida normal. Mas tudo isso muda quando você decide que é hora de ir, sair de casa, estudar fora, seja a 200 km da cidade natal, ou do outro lado do país.

Decidir se é bom sair de casa para estudar fora é uma decisão difícil, mas hoje muitos jovens têm optado por adquirir experiências fora do ambiente familiar, cursando uma faculdade numa capital ou fazendo intercâmbio.

De um dia para o outro, a responsabilidade bate a sua porta, e é hora de ser “gente grande”. E é claro que existem vantagens e desvantagens nisso, segue algumas:

  • Sair e entrar a hora que quiser em casa.
  • Sem ordens para lavar pratos, arrumar cama e etc
  • Pode comer o que quiser na hora que quiser
  • Pode receber visitas quando quiser
  • Você começa a dar valor a algumas coisas como o dinheiro, uma boa faxina.
  • Mas você vai ter que arrumar tudo em casa sozinho, assim como lavar roupas e cozinhar
  • Por mais que diga não, você vai se sentir sozinho, sentir falta da família.
  • Não haverá mais a mordomia de casa, os mimos dos pais
  • Se morar com alguém vai querer um dia “matar” o colega de quarto
  • Vai ser uma loucura, quando não souber que remédio tomar na hora que uma dor surgir

É… Nem tudo são festas e badalações. Mas sem dúvidas ficar longe do portão de casa, ajuda a encarar os obstáculos da vida, a ser independente.

*Falar sobre esses jovens, era uma das minhas opções de TCC, agora já eliminada. Então decidi fazer aqui no blog uma série de videoreportagens intituladas “Longe do portão de casa”, em que conheceremos alguns jovens que moram sozinhos, outros com amigos, aqueles que fizeram intercâmbio e os que vivem em pensionatos.Aguardem!

Links:

Encontrei esse blog (inclusive de onde eu tirei a imagem pro post) sobre “Dicas para o convívio só consigo mesmo” http://www.morandosozinho.net/

Há algum tempo escrevi um Ensaio Longe do portão de casa, falando um pouco da minha experiência sobre morar só e com amigos http://subindonotelhado.blogspot.com/search/label/Rodo%20Cotidiano

E para lembrar os velhos tempos, és que hoje me surgiu um pequeno poema:


Enquanto existir lembranças, sei que existirá alguém.

Enquanto existir medo, sei que existirá obstáculo.

Enquanto existir pecado, sei que existirá o prazer.

E as lembranças de alguém me fazem ter medo. É obstáculo para o futuro pecado, o bom prazer!

ago 27, 2009
Jeniffer Santos

Somos realmente livres?

O caso da professora baiana que apareceu dançando em uma casa de show de Salvador repercutiu durante todo o dia 27 de agosto, na mídia local impressa e televisiva assim como no twitter.
Questionei-me logo, somos eternos professores, jornalistas, médicos, advogados? Acredito que não… Antes de escolhermos uma profissão, somos seres humanos livres para fazer o que quisermos.
Não podemos “sair da linha”, extravasar? Claro que sim!
Ninguém quer viver travado, moldado, todos somos donos da nossa vida.
O fato é que hoje vivemos vigiados por câmeras e seus donos estão sedentos por um vídeo quente para “bombar” na internet. As pessoas passaram a vigiar uns aos outros para expor na rede a intimidade alheia.
Os usuários da internet continuam ainda usando-a de maneira incorreta. É claro que somos livres também para usá-la da maneira que quisermos, mas não colocando em risco a vida de alguém, não expondo nenhuma pessoa ao ridículo.
E nem me digam, que as pessoas deveriam tomar cuidado com o que fazem por aí… Pelo amor de Deus, vamos viver para sempre com medo de “sair da linha”, porque alguém pode estar nos filmando?
Falta aos seres humanos vergonha na cara, respeito ao próximo, ética.
Você que está lendo agora, não vá me dizer que nunca “saiu da linha”… Sua sorte caro leitor foi não ter uma câmera por perto!

*Obs: o texto acima é a minha opinião sobre esse turbilhão de videos, fotos, que surgem na internet expondo alguém de maneira indevida. Não só o caso da professora mas também de meninas que tem imagens espalhadas na net por ex-namorados e similares. A questão que quero levantar é as pessoas usando a imagem alheia de forma indevida, levando a prejuízos.

Links relacionados:
http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp?codigo=34341&mdl=29

abr 20, 2009
Jeniffer Santos

“Amor Virtual” – Relacionamentos mediados pela internet

A procura por alguém para se relacionar, é algo que todo o ser humano faz. Antes haviam casamentos por conveniência, um homem e uma mulher casavam-se porque era bom para os negócios da família e o status perante a sociedade. No meio do século XVII, houve aqueles que contrários a essa condição, resolveram casar por amor.
Essa procura mudou do âmbito familiar para o grupo de amigos, quando as pessoas resolveram casar por amor. Homens e mulheres passaram a freqüentar barzinhos, festas, lugares públicos, a prestar mais atenção nas pessoas que estavam no local de trabalho, na vizinhança, tudo em busca de um par para um encontro. Havia troca de números de telefones, e até mesmo de cartas para que se mantivesse o contato.
O chamado “namoro à antiga” era onde o homem e a mulher se conheciam por alguma dessas formas citadas, em seguida o rapaz pedia a família da moça, para namorar, namoravam por longos anos e em seguida noivavam, e por fim havia o casamento.
Algo que aconteceu para quebrar esse padrão de namoro foi uma revolução sexual nas décadas de 1960 e 1970, em que o sexo antes do casamento passou a ser fator fundamental nas relações amorosas. Essa revolução deu-se por causa da diminuição da religiosidade, o surgimento dos anticoncepcionais e a emancipação feminina.
No final do século XX, os computadores, foram ligados em rede, formando a internet, que passaria a ser mais um meio de comunicação entre as pessoas em um mundo virtual, chamado de ciberespaço.
O termo ciberespaço foi criado pelo escritor de ficção cientifica William Gibson em seu Neuromancer, em 1984. Para Gibson (apud LEMOS, 2004, P. 127), o ciberespaço é um espaço não-fisico ou territorial composto por um conjunto de redes de computadores através das quais todas as informações (sob as suas mais diversas formas) circulam.
“O ciberespaço é um espaço sem dimensões, um universo de informações navegável de forma instantânea e reversível.” (LEMOS 2004, p. 128).
O ciberespaço trouxe mais algumas formas de comunicação: emails, salas de bate-papo, redes sociais, como Orkut, MSN, facebook, twitter, blogs. A instantaneidade, e a possibilidade de se conectar com o mundo através de um clique, chamaram atenção de todos. Hoje as pessoas usam o ciberespaço e suas redes sociais, para interagir e procurar parceiros, o que fez surgir um novo tipo de relacionamento, os relacionamentos virtuais. Relacionamentos mediados por emails, scraps, posts em blogs, conversas pelo MSN.
No ciberespaço é possível ser quem você quiser, o fato de estar atrás de uma tela de computador, faz com que pessoas tímidas, usem mais a internet como forma para encontrar parceiros.
O que acontece inicialmente é, ao teclar com alguém, você se interessa no que a pessoa tem a dizer e não a mostrar. Em um barzinho, a aproximação acontece mais pela atração física, enquanto que na internet como muitas vezes, você não vê a pessoa, primeiramente há o interesse na conversa.
No ano de 2007, uma pesquisa realizada pelo IBOPE, constatou que 20,1 milhões de brasileiros acessam a internet diretamente de casa e que as páginas mais visitadas são os buscadores, portais e redes sociais. Dessa forma podemos perceber que hoje uma das principais fontes para se conhecer um parceiro é a internet e suas redes sociais.
Houve assim a inversão da forma que se tinha antigamente para conhecer pessoas. Antes, as pessoas iam a barzinhos, boates, com a finalidade de conhecer novas pessoas, e a partir disso manter algum relacionamento. Hoje, é o contrario, há troca de emails, Orkut e MSN, para se conhecer, descobrir afinidades, trocar informações um sobre a vida do outro, para depois disso acontecer ou não o encontro pessoalmente.

mar 21, 2009
Jeniffer Santos

A TV fala demais!

Quem anda de buzú, tem muita historia para contar. Já escrevi aqui certa vez, sobre os vendedores ambulantes no buzú, sobre o menino dos olhos cor de mel, vendedor de água. Mas buzú não é só isso, estar em um buzú também é ouvir as conversas alheias, coisa que muitas vezes fazemos sem querer.
Estou sentada (graças a Deus), quando entra um garotinho de aproximadamente 5 anos, ele logo é ajudado por um senhor, que o pega e coloca no colo, enquanto o responsável por ele não chega na frente do buzú. Logo quando o garotinho senta no colo do “tio”, fala:
-Hoje é o casamento de Maya.
O senhor ri descontroladamente e pergunta:
- É mesmo¿?
- É sim, daqui a pouco começa o casamento de Maya.
Quando ele disse a primeira vez, pensei que fosse algum parente dele, pensei até que ele estivesse indo a esse casamento. Até que a vó chegou perto, percebi que a senhora não estava arrumada para casamento e nem o garotinho.
Ele foi sentar no colo da vó e tornou falar no casamento de Maya.
Sim, vocês devem está falando: “menina do telhado, é o casamento da indiana da novela”. Mas ultimamente estou sem tempo para novelas (infelizmente).
Quando eu entendi, quem era Maya, ri demais por dentro. Um garotinho de apenas 5 anos, telespectador empolgado da novela das 21h da rede Globo. Seria engraçado, mas eu me perguntei logo: será que ele viu a cena de sexo de Bahuan e Maya? Que cena hein… Posição do KamaSutra e tudo mais.
Deixando o particular (garotinho) de lado e partindo para o geral, o fato é que, não adianta existir censura na TV (uma simples tarja indicativa sobre a partir de que idade pode-se ver determinado programa), se não existir censura em casa, com os pais de olho no que os filhos estão assistindo. E este fato, deve-se a desestruturação familiar, os pais passam mais tempo no trabalho, e pouco tempo com os filhos. Quantos jovens ficam em frente à TV, assistindo o que não devem, porque não tem quem os controle?
A TV hoje fala demais, é uma forte influencia no cotidiano das pessoas e a produção televisiva peca muitas vezes, pois alguns programas apelam para baixaria, palavrões e escândalos. O que deve voltar a acontecer é convivência familiar, a família como grande influenciadora e não a TV, como mãe e pai de muita gente.
Pesquisando mais um pouco sobre o tema, olha o que achei:

Retirado do site Desligue a TV

Foto do post

Páginas:«12

.a menina do telhado.

Para inspirar

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