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out 25, 2011
Cello Reed

Horário de Barão

O que pensam os milhares de trabalhadores que cotidianamente saem para trabalhar antes mesmo do sol raiar? E o que dizem os que trabalham no comércio – que diariamente já são explorado tanto pela mais-valia quanto pelas horas excedentes nas suas jornadas de trabalho, da qual a grande maioria não recebem absolutamente nada?

É engraçado como os governos, em seus discursos, pregam e defendem o zelo pela democracia, mas as suas atribuições práticas não são condizentes e, em alguns casos, assumem posturas plenamente déspotas.  Qual será o conceito de democracia conhecido e utilizado pelos nossos governantes – quer no poder Executivo, Legislativo ou Judiciário?

Um plebiscito não seria a veia mais democrática para se resolver a questão em pauta? Ou a opinião pública não tem valor algum – para os detentores do poder – quando se pensam em tomar decisões que afetarão diretamente ao povo?

Não! São levadas em consideração sim. Isso pode ser percebido claramente na fala de Sua Excelência o Governado Jaques Wagner quando este diz que não vejo sentido de a Bahia ficar de fora, até porque o prejuízo para quem acorda muito cedo é compensado à noite.

Particularmente, prefiro nem comentar.

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out 16, 2011
Cello Reed

15 minutinhos…

365 dias sofremos com o desprezo social; 200 dias letivos somos explorados, violentados e humilhados… Tudo isso rapidamente esquecido para se viver uns 15 minutinhos de atenção.

Não precisamos e nem queremos, holofotes, fama ou glamour. Respeito e dignidade já se constituem um bom princípio.

Princípio… Isso é o que falta  na sociedade brasileira. A “pátria que me pariu” vem se deixando corromper a cada dia, um pouco mais… Abdicando, dessa forma, da sua moral.

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fev 23, 2011
Jeniffer Santos

Arrumando o Telhado

Bom…vou contar uma breve história para vocês:

O subindo no telhado foi/é/sempre será um blog literário, tá na sua raiz ( lá em 2007). Passou pelo blogspot, onde eu tinha uma rede de contatos literários maravilhosos, e o fato é que não fui fiel a esses leitores e acabei misturando as coisas quando passei para faculdade de Jornalismo.

O subindo no telhado foi sofrendo modificações de acordo com andamento da faculdade. Era o espaço em que eu podia compartilhar minhas ideias, então fazia por aqui mesmo, misturando comunicação e literatura.

Mas, 2011 chegou! Já passou a fase do oba-oba me formei e agora temos que focar no que é realmente importante. E sim, o subindo no telhado e a literatura são importantes para mim, preciso escrever contos, crônicas e poesias, isso tudo faz bem para mim.

Só que preciso focar também no lado profissional, e acredito que blogs estão aí ajudando muita gente a se projetar em muitas areas profissionais. Então por isso, vamos separar o joio do trigo, o pão da manteiga, o vinho do amante, a literatura da comunicação.

O subindo no telhado vai voltar as raízes. Em março será um blog totalmente literário. Assim como em março terei um novo blog com foco em comunicação e cultura digital.

Serão dois ambientes totalmente diferentes mas que resume a Jeniffer Santos.

Antes dessa mudança (layout, marca) não postarei por aqui.

Então, em março, a gente se encontra aqui, se você curte literatura e no meu novo canto sobre comunicação (em breve divulgo o link).

Beijos da menina do telhado.

(já posso voltar a assinar assim, Arnaldo?)

jan 13, 2010
Jeniffer Santos

Jauperi, sofisticação no axé

Show de Jauperi no EvaNave em dezembro de 2009.

Show de Jauperi no EvaNave em dezembro de 2009.

Hoje eu acordei com uma vontade danada de… Falar de JAUPERI!

Lembro que adorava a música “Topo do Mundo” gravada por Daniela Mercury, e então descobri que a música não era dela, mas sim de um tal Jauperi. E enfim pude ver quem era o cara dono daquela música linda que não saia do meu play. Passei a gostar de “café com pão”, da “flor de maracujá” e é claro de Jau.

O show do menino que tocava no Olodum aos 17 anos, e que junto com o grupo rodou o país e o mundo espalhando seu bom gosto e sua linda voz, é algo inexplicável, ou melhor, alucinante. O novo cd lançado em 2009, intitulado “Miolo”, está recheado dessa mistura que hoje é a música de Jauperi.

Um pouco do toque afro, letras poéticas interpretadas com um sorriso no rosto, com a alma e acompanhadas de um bom vinho resulta em sofisticação no axé que hoje é traduzida em um nome, JAUPERI!

+ Jauperi:

MySpace de Jauperi

Flickr Oficial

Letras de músicas

Cd Miolo para download

A minha preferida:

Cidade Dos Poetas

Composição: Jauperi

Quando o verão chegar
Quero te encontrar
No calor do sol e o mar
Namoro na areia

Conchas, ondas, sonhos
Canções, laços, beijos
Nós dois nos amando loucamente
Ascendendo a cidade dos poetas

Eu quero ter o seu corpo coladinho no meu
E o meu corpo suado coladinho no seu
Som de bandinha no largo
O nosso amor acendeu
O mar brincando na areia igual a você e eu

nov 28, 2009
Jeniffer Santos

Violência contra mulher

Sim, amor próprio. Não, a violência.

Sim, amor próprio. Não, a violência.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo revelou que a cada 15 segundos uma mulher sofre agressão. E acredita-se que 2 milhões de mulheres são maltratadas a cada ano por seus parceiros.

Durante uma Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, realizada em Belém do Pará no ano de 1994 foi definido o que é considerado violência contra mulher: “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

Há 24 anos foram criadas as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM), cuja função é orientar e alertar as mulheres sobre os seus direitos, receber e registrar as denúncias e agir em defesa da mulher agredida.

A Lei Maria da Penha entrou em vigor 22 de setembro de 2006, para tentar minimizar a situação, e prever a prisão em flagrante ou preventiva dos agressores além de não deixá-los cumprir penas alternativas, mas sim uma detenção máxima de um a três anos. A lei prever também que o agressor fique longe da mulher e dos filhos.

Dia 25 de novembro, é o Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, a data é em homenagem as irmãs Mirabal, três militantes que foram assassinadas durante a ditadura de Trujillo na República Dominicana.

A violência contra mulher é um crime que afeta a integridade física e psicológica, e deve ser denunciado. Neste ano de 2009 foi lançada no dia 20 de novembro a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra mulher, que aborda as violências sutis, como atos de violência moral, psicológica e de controle econômico, tipos estes que não deixam marcas físicas, mas sim psicológicas, levando milhares de mulheres à depressão, a ter baixa estima. As vítimas devem ser fortes e reagir não com violência, mas sim indo a delegacias especializadas prestar queixa, para que ocorra justiça.

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nov 15, 2009
Jeniffer Santos

Se não gosta… não veja!

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Besouro – O Filme (Besouro)

Elenco: Aílton Carmo (Besouro), Anderson Santos de Jesus (Quero-Quero), Jessica Barbosa (Dinorá), Flavio Rocha, Irandhir Santos, Macalé, Leno Sacramento, Chris Vianna, Sérgio Laurentino, Adriana Alves, Miguel Lunardi.
Direção: João Daniel Tikhomiro
Roteiro: Patrícia Andrade

Besouro conta a história de um capoeirista, Manoel Henrique Porteira, nascido em Santo Amaro da Purificação na Bahia, que no ano de 1920  recebeu do seu mestre, Alípio, o dever de continuar a luta contra as injustiças cometidas aos negros. A idéia de filmar um pouco da vida desse homem considerado o maior capoeirista de todos os tempos, surgiu quando o diretor João Daniel Tikhomiro leu o livro Feijoada no Paraíso de Marco Carvalho.

O filme foi visto nas duas primeiras semanas de exibição por 240 mil pessoas levadas até o cinema pela curiosidade. Todos queriam saber quem era o capoeirista que “avuava” na telona graças aos efeitos do chinês Huen Chiu Ku, responsável pelas cenas de luta do filme Kill Bill entre outros sucessos internacionais.

Para mim o fato dele “avoar” é o mínimo nisso tudo. O filme é rico em história da capoeira, da resistência dos negros, do candomblé, conta uma parte da grande luta dos negros na valorização da sua etnia e cultura.

A presença mágica dos orixás junto com as imagens da cidade de Igatu (BA) leva para o filme o que a Bahia tem de melhor, beleza, cultura e religiosidade. A fotografia do filme, feita pelo equatoriano Enrique Chediak, é perfeita, desde as lutas de capoeira até o besouro voando entre as barracas na feira.

Se você não gosta de candomblé, capoeira, não vá para o cinema ver Besouro, não estamos precisando de mais pessoas que não valorizam e não sabem respeitar as outras culturas. Por outro lado se você se acha capaz de relativizar, dê uma olhadinha e repense suas idéias. É  hora de começarmos a valorizar produções brasileiras principalmente aquelas que contam a história do Brasil, dos heróis brasileiros.

A voz de Exú é horrível, o efeito não ficou bom, quebrou todo o encanto da caracterização; É verdade há poucas cenas de luta; O personagem Besouro passa mais tempo na “floresta”, do que lutando ou “aprontando” contra o coronel.

+++ A  voz que narra alguns momentos históricos, e cenas do filme é do ator Milton Gonçalves. Na trilha sonora tem Gilberto Gil e Nação Zumbi (tô doida por essa música).

Veja mais:

Canal no Youtube sobre o filme

Site oficial

out 15, 2009
Jeniffer Santos

Linguagem nossa de cada dia

novela-2Depois de uma conversa com alguns amigos, na hora da despedida, ao invés do conhecido, “até logo”, foi dito por um deles, “Namastê”. A única reação na hora foi rir, e como resposta, dizer, “né brinquedo não”.
Foi então que parei para pensar, o quanto somos influenciados pela mídia. Não somente, no quesito moda e comportamento, mas também na linguagem, além de ditar os assuntos diários das rodas de amigos, a televisão dita de que forma esta conversa é exposta, através de bordões e palavras estrangeiras que ouvimos em programas de entretenimento e principalmente nas telenovelas. Sem dúvidas, o personagem que possui um bordão, é inserido no elenco em busca de audiência, visto que carrega humor, o que atrai a maioria do público que assiste as telenovelas.
Em geral os bordões são criados a partir de conversas informais, da periferia, de cidades do interior, de lugares que possuem uma linguagem própria desconhecida pela maioria da população e até mesmo de expressões já conhecidas, que são adaptadas com uma sonoridade e gestos, para chamar atenção, como exemplo o “né brinquedo não”, bordão da personagem Dona Jura, interpretada pela atriz Solange Couto da novela O Clone, da Rede Globo, que é uma adaptação de “Não é brincadeira”.
Essas novas expressões atraem o público não só pelo humor, mas também pela identificação com os personagens, e são usadas para se expressar em várias situações. O que acaba tornando a televisão uma grande indústria cultural, que cria e recria moda, comportamento e linguagem.
Hoje, devido ao sucesso, da novela “Caminho das Indias” da Rede Globo, escrita por Gloria Perez, é impossível não ouvir um “Namastê” (bom dia, boa tarde ou boa noite), ou um “tik tik”(sim,sim),é a cultura indiana invadindo a conversa dos brasileiros, graças a influência midiática.E assim aconteceu também com a novela O Clone, que também foi escrita por Gloria Perez, onde a cultura mulçumana, tomou conta do cotidiano brasileiro, expressões como “Inshalá”, ao invés de “Se Deus quiser” eram ditas enquanto a novela esteve no ar e algum tempo depois do final.
Esse empréstimo de outra língua para que possamos fazer uso no dia-a-dia, nada mais é uma ligação entre identidades culturais, povos e políticas diferentes. Conhecemos através da televisão os costumes de povos que talvez nunca fossemos conhecer, a não ser por reportagens especiais em algum programa jornalístico, que teria caráter informativo. Nunca por causa de uma reportagem, conheceríamos e fixaríamos o idioma de outro povo, como acontece com o uso do estrangeirismo nas telenovelas.
O estrangeirismo tem o lado positivo, se for usado como forma de conhecimento de outras culturas, o que acontece quando é inserido no contexto de uma novela, e não como uma forma de absorver uma cultura para o cotidiano, querendo viver de acordo com o padrão de vida daquele povo. Como exemplo dessa absorção,vemos a cultura norte-americana, o estrangeirismo norte-americano tomou conta do cotidiano dos brasileiros, de modo que hoje, quase tudo é pensando com base no modelo norte-americano.
Atchá (Tudo bem), juntando os vários sotaques brasileiros, mais os bordões e estrangeirismos mostrados nas novelas, criamos a linguagem nossa de cada dia para diferenciar e até mesmo divertir os nossos diálogos.
A televisão é uma grande fábrica de influências, a novela, como um produto dessa fábrica, não serve somente como entretenimento, com personagens engraçados e cheios de bordões, mas também para enriquecer a nossa cultura. Talvez não vamos conseguir tirar dos bordões nada mais do que humor, to certa ou to errada? Mas devemos enxergar pelo menos, o estrangeirismo como uma forma de enriquecimento da nossa linguagem, já que através dele conhecemos um pouco da cultura de outra sociedade.

Páginas:12»

.a menina do telhado.

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