Bobo Desvairado 3
Sou cego. Mas não me culpo por não ser surdo e mudo. Ouvir e falar, é algo essencial. Só que talvez, ver, seja o principal, mas, por exemplo, aqui agora nessa mesa de bar, eu prefiro mesmo é apenas ouvir essa boa música, dá gritos de alegria pelo que elas me passam, mas não quero ver, quantas garrafas já sequei ou quantos cigarros já fumei.Putx… É por isso mesmo, que cada dia mais me auto-afirmo um bobo desvairado. Com essa idéia louca de não querer enxergar algumas coisas fúteis e banais, como as garrafas vazias e os maços de cigarro, que fico cego também para coisas que não são fúteis e banais, mas essenciais.
Tinha prometido para mim, que apesar de gostar da noite, o sol ia fazer mais parte da minha vida. É por isso que hoje vos escrevo, em primeira pessoa, tomei coragem de assinar tudo àquilo que é meu de verdade. Estou cego, e cansado da terceira pessoa, que sempre por aqui escrevia palavras minhas.
Era cego. Nossa como isso me incomoda me enche de angustia. Estou bêbado, e não mais cego. A bebida me deu a visão, ou a visão me deu a bebida, os cigarros, me deu a mais boba e desvairada verdade, ofuscada por meus olhos embaçados do tanto falar e de tanto ouvir.
Eu, por mim mesmo com algumas garrafas e maços, o cego que agora vê Bobo Desvairado.
Outras do Bobo Desvairado
- ah como eu amo, ser poeta ! ( Menina do Telhado)
A TV fala demais!
Quem anda de buzú, tem muita historia para contar. Já escrevi aqui certa vez, sobre os vendedores ambulantes no buzú, sobre o menino dos olhos cor de mel, vendedor de água. Mas buzú não é só isso, estar em um buzú também é ouvir as conversas alheias, coisa que muitas vezes fazemos sem querer.
Estou sentada (graças a Deus), quando entra um garotinho de aproximadamente 5 anos, ele logo é ajudado por um senhor, que o pega e coloca no colo, enquanto o responsável por ele não chega na frente do buzú. Logo quando o garotinho senta no colo do “tio”, fala:
-Hoje é o casamento de Maya.
O senhor ri descontroladamente e pergunta:
- É mesmo¿?
- É sim, daqui a pouco começa o casamento de Maya.
Quando ele disse a primeira vez, pensei que fosse algum parente dele, pensei até que ele estivesse indo a esse casamento. Até que a vó chegou perto, percebi que a senhora não estava arrumada para casamento e nem o garotinho.
Ele foi sentar no colo da vó e tornou falar no casamento de Maya.
Sim, vocês devem está falando: “menina do telhado, é o casamento da indiana da novela”. Mas ultimamente estou sem tempo para novelas (infelizmente).
Quando eu entendi, quem era Maya, ri demais por dentro. Um garotinho de apenas 5 anos, telespectador empolgado da novela das 21h da rede Globo. Seria engraçado, mas eu me perguntei logo: será que ele viu a cena de sexo de Bahuan e Maya? Que cena hein… Posição do KamaSutra e tudo mais.
Deixando o particular (garotinho) de lado e partindo para o geral, o fato é que, não adianta existir censura na TV (uma simples tarja indicativa sobre a partir de que idade pode-se ver determinado programa), se não existir censura em casa, com os pais de olho no que os filhos estão assistindo. E este fato, deve-se a desestruturação familiar, os pais passam mais tempo no trabalho, e pouco tempo com os filhos. Quantos jovens ficam em frente à TV, assistindo o que não devem, porque não tem quem os controle?
A TV hoje fala demais, é uma forte influencia no cotidiano das pessoas e a produção televisiva peca muitas vezes, pois alguns programas apelam para baixaria, palavrões e escândalos. O que deve voltar a acontecer é convivência familiar, a família como grande influenciadora e não a TV, como mãe e pai de muita gente.
Estou sentada (graças a Deus), quando entra um garotinho de aproximadamente 5 anos, ele logo é ajudado por um senhor, que o pega e coloca no colo, enquanto o responsável por ele não chega na frente do buzú. Logo quando o garotinho senta no colo do “tio”, fala:
-Hoje é o casamento de Maya.
O senhor ri descontroladamente e pergunta:
- É mesmo¿?
- É sim, daqui a pouco começa o casamento de Maya.
Quando ele disse a primeira vez, pensei que fosse algum parente dele, pensei até que ele estivesse indo a esse casamento. Até que a vó chegou perto, percebi que a senhora não estava arrumada para casamento e nem o garotinho.
Ele foi sentar no colo da vó e tornou falar no casamento de Maya.
Sim, vocês devem está falando: “menina do telhado, é o casamento da indiana da novela”. Mas ultimamente estou sem tempo para novelas (infelizmente).
Quando eu entendi, quem era Maya, ri demais por dentro. Um garotinho de apenas 5 anos, telespectador empolgado da novela das 21h da rede Globo. Seria engraçado, mas eu me perguntei logo: será que ele viu a cena de sexo de Bahuan e Maya? Que cena hein… Posição do KamaSutra e tudo mais.
Deixando o particular (garotinho) de lado e partindo para o geral, o fato é que, não adianta existir censura na TV (uma simples tarja indicativa sobre a partir de que idade pode-se ver determinado programa), se não existir censura em casa, com os pais de olho no que os filhos estão assistindo. E este fato, deve-se a desestruturação familiar, os pais passam mais tempo no trabalho, e pouco tempo com os filhos. Quantos jovens ficam em frente à TV, assistindo o que não devem, porque não tem quem os controle?
A TV hoje fala demais, é uma forte influencia no cotidiano das pessoas e a produção televisiva peca muitas vezes, pois alguns programas apelam para baixaria, palavrões e escândalos. O que deve voltar a acontecer é convivência familiar, a família como grande influenciadora e não a TV, como mãe e pai de muita gente.
Pesquisando mais um pouco sobre o tema, olha o que achei:
Retirado do site Desligue a TV
março 16, 2009 · Posted in Travessuras da Dine · 14 Comments
Na rua das Laranjeiras na esquina principal perto da Praça dos Sonhos abriu uma padaria chamada “Andando nas nuvens”.Dine que já andava nas nuvens por vida, amou a nova padaria da cidade.Lá tem brôa de milho,bolo de chocolate com morango,com cereja,suco de goiaba do quintal de Seu Antão (o velho rabugento que tem uma plantação de goiaba e não deixa ninguem triscar),jujuba,ovinho colorido,pirulito arco-iris e é claro pão.
Pão de milho,pão doce,pão de chocolate,de sal,leite,pão de tudo que era jeito.Mas o principal pão para Dine era um gorduchinho,daqueles bem fofinhos de saborear com olhos fechados.Nenhuma padaria que Dine havia estado tinha um pão daquela qualidade e olhe que de pão ela entendia ,suas buchechas não deixavam enganar.O pão de Dine andava,falava e principalmente sorria.Ficava sempre atrás do balcao da padaria.E até quem a via na fila o pão lendo gibi,sabia o porque dela está ali de verdade.
-O mesmo de sempre Dine? – dizia ele.
-Sim! O mesmo! – respondia ela sorrindo.
(Um saco com um pão de leite onde no saco tinha escrito : “Te encontro na Praça dos Sonhos às 5.Ass: Seu Pão”.)
Pão de milho,pão doce,pão de chocolate,de sal,leite,pão de tudo que era jeito.Mas o principal pão para Dine era um gorduchinho,daqueles bem fofinhos de saborear com olhos fechados.Nenhuma padaria que Dine havia estado tinha um pão daquela qualidade e olhe que de pão ela entendia ,suas buchechas não deixavam enganar.O pão de Dine andava,falava e principalmente sorria.Ficava sempre atrás do balcao da padaria.E até quem a via na fila o pão lendo gibi,sabia o porque dela está ali de verdade.
-O mesmo de sempre Dine? – dizia ele.
-Sim! O mesmo! – respondia ela sorrindo.
(Um saco com um pão de leite onde no saco tinha escrito : “Te encontro na Praça dos Sonhos às 5.Ass: Seu Pão”.)
Dalila só quer beijar na boca
O carnaval de Salvador chegou ao fim, deixando muitas Dalilas beijoqueiras com saudades. Mas se for só para matar a saudade, vendo fotos ou lendo matérias sobre a folia momesca baiana, basta digitar em qualquer site de busca, Carnaval Salvador, porém não se assuste se ao invés de encontrar uma matéria geral sobre a festa, encontrar várias sobre as cantoras Ivete Sangalo ou Claudia Leite. As duas beldades chamaram mais atenção do que os 30 anos de Carlinhos Brow, os 60 anos dos filhos de Gandhy ou até os afoxés, tema do carnaval.
Desde 1999, quando Veveta deixou a Banda Eva, vem conquistando fãs que jamais a abandona, e em qualquer mídia seja local, nacional e até mesmo internacional, você a encontrará com o titulo de musa baiana. E agora chamada de Dalila, graças a música “Cadê Dalila”, escrita por Carlinhos Brow, ela balançou os foliões nas avenidas de Salvador.
Já Claudinha, a mamãe baiana do ano, que saiu da Banda Babado Novo em 2008 para tentar carreira solo, surpreendeu a todos, quando com menos de 30 dias após uma cesariana (que deu a vida a Davi, seu gordinho loiro, como ela mesmo o chama em seus posts no blog oficial), subiu ao trio colocando todo mundo para beijar na boca, com sua música “Beijar na Boca”, um dos hits do verão e concorrente de “Cadê Dalila”, a música do Carnaval.
Se Veveta e Claudinha são concorrentes ou não realmente, isso só cada uma sabe, mas a mídia sempre as colocou assim, de tal forma, que enquanto Claudinha passava na avenida, ela era a rainha do carnaval baiano para TV “x”, e se logo em seguida viesse Ivete Sangalo, ela também receberia o mesmo titulo para a TV “y”. Os foliões, exceto os fãs loucos assumidos, nem se importam com tal disputa. Na folia o que não faltava eram Dalilas querendo beijar na boca, e rapazes indo buscar suas Dalilas.
Como de costume nos carnavais, há entrega de prêmios, o que de certa forma é um reconhecimento do trabalho de um artista, mas o que dizer quando a maioria dos prêmios se concentra em duas cantoras?
Sangalo e Leite, com seus hits, já estavam concorrendo como a melhor música do carnaval, e estaria claro que alguma das duas receberia o prêmio de melhor cantora. Então a Band Folia e a rádio Piatã FM homenageou Ivete como melhor cantora, e a musa ainda recebeu o prêmio de música mais pedida na rádio Piatã, pelo Hit Cadê Dalila. E a Band, entregou a Claudinha o prêmio de melhor música do carnaval, por “Beijar na Boca”.
Já a rádio Sucesso FM, deu para Claudinha o prêmio de melhor cantora e Veveta recebeu o prêmio de cantora revelação, o qual foi contestado pela própria, em cima do trio no momento em que recebeu o troféu. Acredito que a rádio esqueceu o significado de “revelação”. A música “Cadê Dalila”, ganhou o prêmio da música do carnaval, pela Bahia Folia. E a música “Beijar na boca”, ganhou o mesmo prêmio, mas do portal Aratu Online.
Veveta já é consagrada no carnaval baiano, se tinha alguma revelação aqui, essa seria Claudinha, que por ajuda da mídia que deu tanta relevância a sua gravidez, conseguiu rapidamente ascensão na carreira solo.
A maior parte mídia baiana se concentrou em Ivete e Claudia, levando outras mídias também a focar somente nas duas cantoras, esquecendo tantos outros bons artistas, e verdadeiras revelações da Bahia.
Desde 1999, quando Veveta deixou a Banda Eva, vem conquistando fãs que jamais a abandona, e em qualquer mídia seja local, nacional e até mesmo internacional, você a encontrará com o titulo de musa baiana. E agora chamada de Dalila, graças a música “Cadê Dalila”, escrita por Carlinhos Brow, ela balançou os foliões nas avenidas de Salvador.
Já Claudinha, a mamãe baiana do ano, que saiu da Banda Babado Novo em 2008 para tentar carreira solo, surpreendeu a todos, quando com menos de 30 dias após uma cesariana (que deu a vida a Davi, seu gordinho loiro, como ela mesmo o chama em seus posts no blog oficial), subiu ao trio colocando todo mundo para beijar na boca, com sua música “Beijar na Boca”, um dos hits do verão e concorrente de “Cadê Dalila”, a música do Carnaval.
Se Veveta e Claudinha são concorrentes ou não realmente, isso só cada uma sabe, mas a mídia sempre as colocou assim, de tal forma, que enquanto Claudinha passava na avenida, ela era a rainha do carnaval baiano para TV “x”, e se logo em seguida viesse Ivete Sangalo, ela também receberia o mesmo titulo para a TV “y”. Os foliões, exceto os fãs loucos assumidos, nem se importam com tal disputa. Na folia o que não faltava eram Dalilas querendo beijar na boca, e rapazes indo buscar suas Dalilas.
Como de costume nos carnavais, há entrega de prêmios, o que de certa forma é um reconhecimento do trabalho de um artista, mas o que dizer quando a maioria dos prêmios se concentra em duas cantoras?
Sangalo e Leite, com seus hits, já estavam concorrendo como a melhor música do carnaval, e estaria claro que alguma das duas receberia o prêmio de melhor cantora. Então a Band Folia e a rádio Piatã FM homenageou Ivete como melhor cantora, e a musa ainda recebeu o prêmio de música mais pedida na rádio Piatã, pelo Hit Cadê Dalila. E a Band, entregou a Claudinha o prêmio de melhor música do carnaval, por “Beijar na Boca”.
Já a rádio Sucesso FM, deu para Claudinha o prêmio de melhor cantora e Veveta recebeu o prêmio de cantora revelação, o qual foi contestado pela própria, em cima do trio no momento em que recebeu o troféu. Acredito que a rádio esqueceu o significado de “revelação”. A música “Cadê Dalila”, ganhou o prêmio da música do carnaval, pela Bahia Folia. E a música “Beijar na boca”, ganhou o mesmo prêmio, mas do portal Aratu Online.
Veveta já é consagrada no carnaval baiano, se tinha alguma revelação aqui, essa seria Claudinha, que por ajuda da mídia que deu tanta relevância a sua gravidez, conseguiu rapidamente ascensão na carreira solo.
A maior parte mídia baiana se concentrou em Ivete e Claudia, levando outras mídias também a focar somente nas duas cantoras, esquecendo tantos outros bons artistas, e verdadeiras revelações da Bahia.












