Mac Amasso Feliz
E não foi difícil perceber logo de cara, um casal há duas mesas da minha, um sentado do lado do outro, só que de frente (deu para entender?). No “mó love!”. No mó “mac amasso feliz”.Que lindo não…até que eles começaram a se beijar sem parar.A “salinha do MAC”,começou a encher e como era de costume,muitas mães com crianças.E o casal? Continuava no “bem-bom”, são livres e adultos né?!
Mas aquilo realmente começou a incomodar todos em volta, porque a moça já estava quase sentada em cima do rapaz. E sabe aqueles estalinhos de beijos? Pois é… Davam para ser ouvidos.
Então começou o “burburinho”…
-Que coisa feia…!
-Né possível, que eles não estão vendo crianças no ambiente.
-Que falta de respeito!
Tinha um menino de mais ou menos 5 anos de idade,com sua mãe,super concentrado no seu MAC Lanche Feliz,e seu brinde super esquisito de algum desenho louco que está super famoso na tv…Mas advinha o que chamou mais atenção dele? O “MAC amasso feliz” do casal!
O menino não parava de olhar…

-Olhe para cá filho, que é feio fazer isso na frente dos outros!
Ele obedeceu a mãe, mas sempre que podia disfarçava e olhava.E então se não bastasse olhar,começou a apontar…Então a mãe resolveu tomar uma atitude,chamou a garçonete e disse:
-Sei que é um lugar publico, que não é proibido, mas tem muitas crianças no ambiente,meu filho não para de olhar.Por favor,tomem uma atitude!
A garçonete foi até a supervisora e falou, que foi até o casal…
-Licença! – O casal concentrado num super beijo- Licença, por favor!
Até que o casal olhou para a moça…
- Desculpe, mas apesar de ser um lugar publico vocês estão incomodando, pois tem muitas crianças no local, queria pedir para que se retirassem,por favor…
-Não, tudo bem…! – falou o rapaz.
Foi notável que a mulher que estava acompanhada dele, só faltou enfiar o rosto embaixo do braço do rapaz, ficou vermelha…
-Agora ela fica com vergonha né?! – disse eu a uma moça do meu lado.
- Pois é… Deveria ter ficado antes de começar!
Eles se ajeitaram e saíram do local. A mãe que havia reclamado com a garçonete disse:
-A gente fica com medo de falar porque acaba se achando errado, mas aqui é um local freqüentado por famílias. Há muitas crianças. Eles têm que ver isso…
Pois é… Concordo, não há nada que diga que é proibido beijar em publico, andar de mãos dadas ou coisas do tipo… Mas tudo tem que ter um limite né?Acredito que se sua liberdade começa a “ferir”, ou melhor, interferir na liberdade do outro, já não é liberdade, é um roubo quase que a mão-armada, estão lhe tirando algo. Deve sempre existir o equilíbrio, temos que saber até que ponto podemos ir, até que ponto devemos agir e respeitar o próximo,(por mais que pareça chavão e coisa de religiosos).Liberdade é saber respeitar,é saber ter bom senso.
****Agora me perguntem: Aparentemente quantos anos, tinha esse casal, menina do telhado?
Ohh meus queridos, dou para o “rapaz” seus quase 40 anos, e para a “moça”, seus quase 30. Se fosse adolescente diríamos: “é o fogo da juventude, os jovens não sabem o que fazem”, mas para esse caso diremos o que?
Bobo Desvairado 2
Estava entocado, mutilado, enterrado, no fundo de um buraco escuro o qual tinha cheiro de terra, algumas vezes molhada. Gostava de estar ali, porque tudo era previsível. O cheiro da terra molhada remetia-lhe a infância, há dias bons, em que o previsível era apenas a certeza, talvez de acordar no mesmo lugar, e o decorrer do dia não era nada previsível.
E então gostava daquele buraco escuro, as lembranças do passado eram boas, mas as do presente,nem se quer existiam,o futuro?Parecia-lhe previsivelmente previsível, estaria ali, sempre.
Tinha dias que reclamava, mas ali permanecia nada fazia.
Foi do nada (talvez do nada), que surgiu uma fresta de luz… Quem ousara pôr luz na sua escuridão?O sol… Maldito sol… Sol lembrava… Lembrava também aqueles dias… O cheiro da chuva… Sim, adorava os fins de tarde em que olhava o céu, e via chuva… Sol… Sentia a terra molhada embaixo dos seus pés, sentia o cheiro da terra molhada, sentia a vida!
Não quis tapar a fresta, não quis tapar o sol, não quis estar mais entocado, mutilado, enterrado, no fundo de um buraco escuro,quis aquilo que era seu por direito e que também por direito renegara,quis ir lá fora, quis ver o mundo outra vez.
Mania louca do ser humano de inventar a dor e permanecer nela. Procure viver apenas as dores reais, e procure o mais depressa possível acabar com elas. Lembre-se de festejar mais a vida!
(Bobo Desvairado)
Ao som de: Transfiguração – Cordel do Fogo Encantado
“…enquanto houver você…”
-Pega uma chave de fenda aê minha fia!
Ela nem sabia direito ,mas ia lá e pegava se errasse ,ele pacientemente a corrigia.Ela foi crescendo,começou a ajudar a lavar o carro,a segurar a luz para iluminar o motor quando a noite ia chegando.
Aprendeu a pilotar a motoca em um dia,ele que ensinou,é confiança sabe…
Ensinou a dirigir,e a única vez que ele não a chamou de “minha fia”,foi quando ela quase colocou o carro para entrar numa loja(um pequeno descuido,claro).
Vinte anos passaram e “minha fia” ainda ganha bonecas e é claro carrinhos e motos,agora para colecionar.E não adianta fazer igual a um menino de 4 anos:”Ela é menina e grande!”
Que nada…Só enquanto “minha fia” respirar isso pode acontecer!
















