Presente para a menina do telhado

Hoje, ganhei um presente digital mas que tem um valor mágico, lindo. O artista Pareta Calderasch fez essa montagem linda de uma foto minha com um poema dele,  ” é minha visão de você enquanto fotógrafa, e todo fotógrafo é observador e estudioso das pessoas”, disse Pareta depois de me enviar a montagem por depoimento no orkut.

é minha visão de você enquanto fotógrafa
*e todo fotografo é um observador
*e estudioso das pessoaé minha visão de você enquanto fotógrafa

Eu só tenho que agradecer muito por este belo presente! Muito obrigada \o/

Conheci Pareta por conta do meu trabalho de conclusão de curso que é um site sobre poetas baianos, está em construção ainda: www.poesiabaiana.com.br

+ sobre Pareta

Recanto das Letras

Picasa

*Certa vez o querido Paulo Dauria escreveu um poema sobre a menina em cima do telhado.

A vida é feito andar de bicicleta

Em comemoração ao Dia da Poesia, ouçam uma música/poema de Gabriel Pensador na voz do artista baiano Pareta Calderasch.

Algumas poesias da minha autoria.

Água de cheiro, flores e vestido branco

Acordou com o despertador. Acordou com março. Segunda-feira.  O mês começava, a semana começava. Mais um recomeço.

Estava tudo preparado. Água de cheiro, flores, vestido branco.  Faltava o mar. Mas tinha certeza de que não era ela quem precisava de uma renovação, mas sim as coisas e as pessoas que estavam ao seu redor.

Começou espalhando pétalas de flores no quarto, não sabia ao certo o que dizer. Mas sabia que tinha de ser bons pensamentos. Nada de pedidos, apenas boas vibrações, boas energias.

Depois foi a vez da água de cheiro, perfumou ainda mais a casa. Mais uma vez bons pensamentos.

Após o ritual, ela estava exausta. Acreditava que tudo de ruim que havia naquele lugar, estava pesando nos seus ombros. Sentiu-se cansada. Daquela vida¿ Daquele lugar¿ Daquela rotina¿ Sim.

Mas não adianta. Não há água de cheiro, flor e vestido branco que mude as outras pessoas, que acabe com a má energia de um lugar.

É você! Você que tem que mudar. A água de cheiro, as flores e os bons pensamentos tem que ser para você. Primeiro você muda, depois pensa em mudar o mundo!

Causos Soteropolitanos

Era um dia comum, numa semana comum.

Como assim? E desde quando na Bahia os dias são comuns? Todo dia meu rei, é um dia que entra na história seja pelas manchetes do Correio, pelas matérias do Na Mira, alguma descoberta de um vídeo sem noção no youtube ou simplesmente pelo cotidiano dos habitantes da cidade em que todo mundo é d’oxum.

Em Salvador é assim, todo dia é dia de acontecer, de fazer festa, de tomar uma, e de fazer uma oferenda rapidinha ali, um ebó rapidinho ali num poste no comércio, ninguém vai notar, coisa rápida.

Andando pelas ruas do comércio, me deparei com uma figura, vestido com uma camisa vermelha com a imagem de Iemanjá tentando a qualquer custo abrir uma garrafa de cerveja numa ponta de árvore, e ele conseguiu. E saiu a andar sussurrando alguma coisa. Deu uma volta em um poste derramando no chão a cerveja e a deixou lá. Coisa de 1 minuto. Saiu andando normalmente pela rua. E em menos de 1 minuto depois, um mendigo pega a cerveja dá uma olhadinha e uma boa golada e sai normalmente pela rua com sua boa Skol na mão.

Não deu no Correio, nem no Na Mira, também não está no youtube, mas são alguns dos causos da nossa Salvador. E aqui, meus caros, tem é causo para contar desses dias em que tudo pode e acontece.

Doidas e Santas – Veneno antimonotonia

Do telhado eu vejo e sinto…

“…Até hoje, pergunta-se: para que serve a arte, para que serve a poesia?
Intelectuais se aprumam, pigarreiam e começam a responder dizendo “Veja bem…” e daí em diante é um blablablá teórico que tenta explicar o inexplicável. Poesia serve exatamente para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do seu andar, para interromper um hábito, para evitar repetições, para provocar um estranhamento, para alegrar o seu dia, para fazê-lo pensar, para resgatá-lo do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento…”
2 de outubro de 2005

Martha Medeiros.

* Trecho tirado da crônica “Veneno antimonotonia” de Martha Medeiros. Estou lendo o livro Doidas e Santas que reúne as crônicas  publicadas nos jornais O Globo e Zero Hora pela escritora.

*Fica a dica para quem gosta de boas crônicas. Para fazer o download do livro, clica aqui! E boa leitura!

* TCC sobre poesia em Salvador e Cachoeira. Em breve site no ar.

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